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Urso Tobias

Tobias, or not Tobias, that is the question. Divagações de um urso.

Urso Tobias

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Colocar a boca na trombose

Um alto representante do Agência Europeia do Medicamento confirmou a existência de uma ligação entre a vacina da AstraZeneca e casos de tromboembolismo. Foi um verdadeiro colocar a boca na trombose.

Se os teóricos da conspiração fossem levados pela lógica, isto deveria ser bastante confuso para eles. Como é que as mesmas entidades que, segundo eles, criaram esta "falsa pandemia" e nos querem impingir vacinas para nos controlarem, ao mesmo tempo investiga e toma medidas quando aparecem dados que possam levantar dúvidas nessas mesmas vacinas?

Os próprios governantes dos países não devem ter recebido o último memorando do grupo Bilderberg, do Bill Gates ou lá o que é. Só isso poderia explicar também as diferentes medidas que vão sendo adoptadas por todo o Mundo para a vacina da AstraZeneca. Então não era uma conspiração global em que estavam todos combinados uns com os outros? Estranho. A sorte é que podem dizer tudo o que quiserem sem pensar minimamente, caso contrário dava-lhes um nó no cérebro.

Dito isto, agora temos a suspensão da vacinação com AstraZeneca para a faixa etária abaixo dos 60 anos, mas não levem muito a sério. Como foi a Graça Freitas a anunciar, é sinal que daqui a uns tempos isto vai tudo mudar novamente.

Proteger quem já tem protecção

Hoje saiu a notícia que as pessoas que recuperaram da Covid-19 vão começar também a ser vacinadas na segunda fase do plano de vacinação.

Não sei se sou só eu, mas o facto de se ir vacinar pessoas que já apanharam Covid faz-me pensar que não aprendi nada sobre o funcionamento das vacinas quando andei na escola.

Antes que venham com coisas, isto não é sequer um texto contra as vacinas, antes pelo contrário. Agora, de uma forma simplificada, se com uma vacina introduzimos um agente que faz com que o sistema imunitário aprenda a defender-se dessa ameaça, então quem apanhou o vírus também já tem alguma dessa protecção.

É verdade que ainda não se sabe durante quanto tempo a imunidade natural funcionará nem quão bem face às novas estirpes que vão aparecendo, mas a realidade é que os estudos publicados até agora indicam que as pessoas que já apanharam terão algumas defesas. Mesmo as vacinas já existentes ainda não foram actualizadas para combater as novas estirpes, simplesmente sabe-se que têm alguma eficácia, em particular para casos mais graves da doença. Face a este motivo parece-me fazer pouco sentido, nesta fase, em que há tanta gente por vacinar, estar a colocar quem já recuperou da doença na lista do plano de vacinação já.

Mal comparado, isto é quase como quem tomou a vacina da AstraZeneca que tem 70% de eficácia daqui a uns meses ir tomar a da Pfizer, porque tem 95%.

A vacina da AstraZeneca não tem chip

Vacina AstraZeneca

Esta situação da vacina da AstraZeneca faz-me pensar que esta deve ser a única vacina que não tem o chip ou então vem com o chip estragado. Só isso explica os Governos estarem a suspender a sua administração. Pelo menos não estou a ver outra razão válida para quem dizia que iam instalar chips através das vacinas e que estes serviriam para controlar as pessoas.

Se não for esse o caso, então se tomaram a vacina contra a COVID-19 e sentem que estão a perder rede constantemente devem procurar um médico. Podem precisar de actualizar o firmware da vacina.

Nesta polémica não deixa de ter piada uma certa troca de posições que ocorreu nas opiniões das pessoas. Quem antes dizia que a Covid-19 não matava quase ninguém e que morriam sempre pessoas de gripes, agora com a morte de meia dúzia de pessoas possivelmente associadas à vacina, vêm afirmar que as vacinas são perigosas e que não se devem tomar. Por outro lado, quem era excessivamente preocupado com qualquer morte associada à Covid-19, agora diz que é normal haver sempre pessoas que morrem devido a reacções adversas a medicamentos e portanto deve-se continuar a administrar a vacina.

No entanto, uma coisa é certa e penso que ambos os grupos concordam nisto, ter a Graça Freitas a dizer a quem já tomou a vacina da AstraZeneca para ficar tranquilo é meio caminho andado para uma pessoa ficar preocupada.

GNR v PSP: O Entregar da Vacina

gnr vs psp.JPG

Bem me parecia que este processo da vacinação contra a COVID-19 estava a correr demasiado bem para ser verdade. Ainda bem que a PSP e a GNR decidiram desentender-se quanto ao transporte das vacinas em Évora para dar mais sentido à coisa. Estamos em Portugal, não era suposto estar a decorrer sem nenhuma parvoíce.

Então, a GNR fazia a escolta da carrinha que transportava as vacinas desde Coimbra, mas a PSP decidiu surpreender e bloquear a carrinha das entregas após a entrega da primeira remessa no hospital de Évora.

O processo deve ter sido mais ou menos o seguinte:

GNR: Porque é que estão a bloquear-nos a saída?

PSP: Agora levamos nós a vacina.

GNR: Eu é que levo a vacina! Já a trouxe até aqui, posso continuar a levá-la.

PSP: Não, eu é que levo a vacina! Já a trouxeste até aqui, agora levo-a eu.

GNR: Não, não. Disseram-me que era eu que a levava, por isso tira a carrinha aí da frente.

PSP: Nem penses. Já tiveste a oportunidade para aparecer na televisão a entregar a vacina, agora é a nossa vez.

GNR: Porra! Deixa de ser criança.

PSP: Quem diz é quem é.

MAI: Pronto meninos, levam os dois a vacina. Raio dos miúdos só me fazem passar vergonhas.

SEF: Então e eu?

Nós pensamos que temos na GNR e na PSP duas forças de segurança competentes e sérias que defendem os interesses do País, mas afinal parecem dois irmãos às turras. Neste caso, a PSP é aquele filho que faz birra no supermercado com toda a gente ver, porque os pais deram um presente ao outro irmão.

Esta altura do ano é propícia a filmes. Ainda a semana passada tive a oportunidade de ver o filme "Batman v Super-Homem: O Despertar da Justiça". É um filme bom, mas este do "GNR v PSP: O Entregar da Vacina" é bem melhor.

Começou a vacinação!

5G.jpg

Há cerca de um mês escrevi que a próxima teoria da conspiração que iria aparecer quando as vacinas contra a COVID-19 estivessem disponíveis seria que os políticos e profissionais de saúde que as tomassem na realidade não estariam a tomar a vacina, mas a fingir que a tomavam.

Entretanto hoje começou a campanha de vacinação em Portugal e, menos de três horas após o seu início, já li que a seringa era falsa e que a agulha recolhia. Estes conspiracionistas são tão previsíveis.

Acaba por ser curioso que o pessoal que dizia para não termos medo de um vírus são os mesmos que agora dizem para termos medo de uma vacina. Estão ali ansiosos para que apareça o primeiro vacinado a ter uma complicação qualquer. Ou então, se for passando o tempo e não for aparecendo, é porque estão a esconder a informação. Ganham sempre.

Meus caros amigos conspiracionistas, negacionistas e afins, não desesperem mais, posso dizer-vos com certezas absolutas que já há um caso de alguém que tomou a vacina e quando andou para trás começou a fazer "pi pi pi pi" como os veículos pesados e outro que começou a apanhar os canais da televisão por cabo pelo 5G, incluindo os canais codificados por um período de 15 dias. Sei de fonte segura, foi um amigo de uma vizinha da prima do irmão do meu pai que ouviu quando passava à porta do Hospital de São João. Podem agora espalhar por aí essa informação.

Vacina russa

A vice-primeira-ministra russa, Tatyana Golikova, recomendou que as pessoas vacinadas com a Sputnik V devem evitar locais públicos e reduzir a ingestão de drogas e álcool nos primeiros 42 dias após a aplicação da primeira das duas doses.

Portanto, as pessoas que tomarem a vacina russa têm de ficar em casa 42 dias, sem álcool e sem drogas. Pois, não vai acontecer, antes apanhar COVID-19.

Para além de que, só o facto de não se poder beber álcool, é uma prova cabal que eles nem sequer testaram a vacina na Rússia.

O tamanho não importa

vacina AstraZeneca/Oxford

A vacina contra a COVID-19 desenvolvida pelo laboratório britânico AstraZeneca e pela Universidade de Oxford tem uma eficácia média de 70,4%, segundo um comunicado divulgado esta segunda-feira.

Face ao números apresentados pelas vacinas da Pfizer/BioNTech ou da Moderna, o laboratório já veio entretanto dizer que não é o tamanho da eficácia que importa, mas o que se faz com ela.

Quais problemas de comunicação?

Graça Freitas: «Tomem a vacina da gripe, porque é muito importante para evitar ao máximo casos de gripe para não criar confusão com casos de Covid. E não se preocupem que há vacinas suficientes.»

Graça Freitas: «Afinal houve muita procura e as vacinas para a gripe não vão chegar para todos.»

Graça Freitas: «Fico abismada como é que se diz que é a DGS que não comunicou bem.»

Só o exemplo mais recente de uma piada que se faz sozinha.

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