Assédio enquanto relata caso de assédio. Uma espécie de Assédinception. Portugal no seu melhor.
Parece que o meu processo patenteado que partilhei anteriormente ainda não está a ser utilizado, mas compreendo porque é uma técnica inovadora. Como tal, aqui vão novamente os 3 passos:
Hoje saiu uma notícia em que uma passageira acusa um revisor da CP de assédio por causa do vestido.
Pelo que foi relatado, a passageira, Sara Sequeira, estava a fazer a viagem para Tomar e, depois de lhe cobrar bilhete, o revisor da CP teceu um comentário sobre a roupa e os seios.
Agora, para além de revisor da CP, ainda temos revisor de moda. Tudo num só. Está boa...
Mais ainda, se era para ser um burgesso, o revisor ao menos podia ser mais imaginativo do que dizer «Ainda bem que não está frio porque senão as suas mamocas ainda se constipavam». Algo mais relacionado com o contexto, tal como "Olhe, vou ter de lhe cobrar dois meio-bilhete extra" ou "O comboio vai ter de fazer mais duas paragens por causa desses apeadeiros", por exemplo. Era uma besta na mesma, mas ao menos era uma besta criativa. Agora para isto mais valia mesmo estar calado.
Portanto, pessoas, em particular homens, há um processo patenteado que eu desenvolvi de como proceder em casos como este. É simples e está testado com sucesso. Consiste em três passos:
Olhar.
Ficar calado.
Seguir a sua vida.
Não falha. E o mais incrível é que este processo ainda vos permite fazer juízos, porque estão no vosso direito de pensarem o que quiserem. Da mesma forma que as mulheres estão no direito de não terem de ouvir estas bocas foleiras.