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Urso Tobias

Tobias, or not Tobias, that is the question. Divagações de um urso.

Urso Tobias

Tobias, or not Tobias, that is the question. Divagações de um urso.

Entre violador e violada ninguém mete a colherada

Ontem foi rejeitada a proposta para transformar a violação em crime público. A razão para isso foi que é imperativo defender a vontade da vítima.

Não deixa de ser confuso que, por exemplo, para sofrer agressões do marido, a vontade da vítima não serve para nada. Pode estar ali "alegremente" a apanhar porrada ao longo de vários anos e depois vem alguém de fora estragar aquilo. É que qualquer pessoa tomando conhecimento de uma dessas situações tem o dever de denunciar, a vítima depois logo decide se colabora na investigação ou não. No entanto, a vontade da vítima poderia muito bem ser a de continuar a apanhar para manter o casamento. Sabe-se lá.

Agora, uma mulher pode ser violada e ninguém tem de se meter nisso. Só ela. Passámos anos a tentar mandar o ditado "Entre marido e mulher ninguém mete a colher" abaixo, mas parece que agora temos um novo "Entre violador e violada ninguém mete a colherada". Acaba por ser esquisito.

Felizmente nunca tive contacto nem com uma nem com outra das situações, mas se tivesse conhecimento de alguém que a sofrer violência doméstica provavelmente teria de confirmar também se foi obrigada a fazer sexo ou não. É que já estou a imaginar chegar a uma esquadra e acontecer o seguinte:

Eu: Bom dia.

Agente: Bom dia.

Eu: Queria fazer uma denúncia de uma situação de violência doméstica de alguém que conheço.

Agente: Queria? Mas já não quer? Hehe... Desculpe, fui empregado de um café antes de ser agente.

Eu: ...

Agente: Então a vítima sofreu agressões?

Eu: Sim, tinha umas nódoas negras e tudo.

Agente: Muito bem. E sabe se a obrigaram a ter sexo contra a sua vontade?

Eu: Pois... Não sei... Acho que sim... Não tenho a certeza...

Agente: É que isso já é violação. Tem de ser a própria vítima a vir fazer queixa.

Eu: Bem, sendo assim vou tentar confirmar e depois logo volto aqui conforme a situação.

Agente: Faça isso, faça isso. Tenha um bom dia.

Eu: Bom dia.

Tentar perceber as leis em Portugal é mesmo muito confuso.

O crime Kompensan

José Sócrates TVI

O ex-primeiro-ministro José Sócrates deu ontem uma entrevista no Jornal das 8 na TVI. Esta entrevista foi realmente surpreendente. A ser na TVI, sempre imaginei que seria feita no Cristina ComVida.

Houve bastante tensão entre José Alberto Carvalho e José Sócrates, sendo "Isso não é verdade" a frase mais proferida pelo antigo primeiro-ministro.

Mesmo assim a entrevista pareceu-me bem reveladora. Se percebi bem o seu principal conteúdo, Carlos Santos Silva é um excelente amigo, mas já José Sócrates é péssimo. A mãe do Sócrates sempre teve bué da guita num cofre em casa, mas ele decidiu pedir altos empréstimos que não precisava ao amigo para tirar um curso e viver uma vida que não era de luxo, em Paris, só para não continuar a pedir dinheiro à mãe.

Para além disso, outros pequenos pontos foram revelados:

  • O juiz Ivo Rosa não o declarou como corrupto, apenas disse que foi corrupto. É extremamente importante distinguir a diferença.
  • O Sócrates troca quadros como eu trocava cromo ou cartas Magic.
  • Há um almanaque de 1943 na Torre do Tombo que prova toda a origem da sua fortuna herdada do seu avô. É só alguém dar-se ao trabalho de lá ir procurar.
  • A mãe sempre teve um cofre em casa e, aparentemente, seria do tamanho do Fort Knox.
  • Não sei se foi impressão minha, mas pareceu-me que o nariz do homem está maior. Se calhar o conto do Pinóquio pode ter um fundo de verdade.
  • Se tivéssemos no sistema judicial dos EUA acredito que o José Sócrates era daqueles gajos que vemos nos filmes que prescindem do advogado e se defendem a eles próprios em tribunal.

Entretanto o homem lá vai lançar mais um livro que será novamente um best seller. Estou ansioso por saber quem será o amigo que desta vez irá comprar milhares de exemplares.

Aos Portugueses agora só nos resta tomar um comprimido para a azia e esperar pelo desenrolar do processo. Isto porque o crime Kompensan.

Responsabilidade

Oito anos após a tragédia do Meco ter ocorrido e cinco anos após o processo-crime sobre o caso ser arquivado, começou o julgamento cível do acontecimento.

Este caso Meco parece uma onda do mar. De tempos a tempos vem tudo novamente de volta à costa.

Eu não sou particular fã das praxes. Pela minha experiência pessoal as que tive foram inofensivas e feitas com o intuito de tentar que os caloiros se conhecessem uns aos outros e a universidade, mas não me aqueceu nem arrefeceu. Provavelmente o meu lado de urso das cavernas e anti-social também pode ter contribuído para isso. A realidade é que quase todos os anos há casos que correm mal, porque naturalmente há pessoas estúpidas que aproveitam o seu "poder" para fazer estupidez com os caloiros.

A situação neste caso é que eles nem eram caloiros, o que torna tudo mais esquisito. Eles eram elementos da comissão de praxes que se juntaram num fim de semana. Não consigo dizer se aquilo foi mesmo uma praxe ou uma ideia parva entre amigos, mas, uma ou outra, acho que se pode dizer com alguma certeza que foi uma acção mal medida na qual os intervenientes não contemplaram as consequências.

Mesmo assumindo que fosse uma praxe e o Dux lhes tivesse dito para fazer qualquer coisa, eles eram seis, podiam simplesmente recusar-se. Isto quase consegue ser resumido com a famosa pergunta: "Se te mandassem atirar de uma ponte, também te atiravas?".

Pelas declarações que li até agora do julgamento cível, os pais basicamente dizem que não sabiam nada sobre as actividades dos filhos relacionados com a comissão de praxes. Ao mesmo tempo estão a pedir responsabilidades à Universidade Lusófona por actos realizados por pessoas maiores de idade fora do recinto da universidade. Se calhar para além de pedirem uma indemnização à universidade também podiam pedir indemnização uns aos outros. É que aplicando esse ponto de vista são todos responsáveis pelo que se passou naquele fatídico dia.

Opinião impopular

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Ontem estreou, na SIC, "Princípio, Meio e Fim", o novo programa da autoria de Bruno Nogueira, Nuno Markl, Salvador Martinha e Filipe Melo e que conta com Albano Jerónimo, Jessica Athayde, Rita Cabaço e Nuno Lopes no elenco.

A forma como a SIC publicitou o programa foi deveras curioso:

SIC: Vejam este incrível e original novo programa de Bruno Nogueira, "Princípio, Meio e Fim".

Portugueses: Sim, a que horas?

SIC: Meia-noite de um Domingo.

Portugueses: ...

A colocação do programa a essa hora é uma espécie de teste. Ver quantos fãs do Bruno Nogueira não precisam de acordar cedo para ir trabalhar no dia seguinte.

Eu fui um desses e aqui vai uma opinião impopular. Este programa do Bruno Nogueira é engraçado e uma lufada de ar fresco por ser totalmente diferente do que passa na televisão generalista, mas se fosse feito por outras pessoas toda a gente diria que era uma parvoíce. E antes que venham com coisas, porque parece que tem sempre de se justificar as opiniões, eu gostei do programa. Mas é a realidade. Só me parece é que o Bruno Nogueira está a ter aquilo que o Salvador Sobral uma vez disse de poder mandar um peido que as pessoas aplaudiam de qualquer forma. É o mérito de já ter conseguido esses seguidores.

Veja-se o exemplo de Cristina Ferreira quando fez um especial de Natal, em directo, sem guião, cheio de nonsense. Muita desta gente que agora diz que o conceito do "Princípio, Meio e Fim" é genial e brilhante, deitou abaixo o especial de Natal por ser parvo. Isto porque quem segue o Bruno Nogueira é gente intelectual e quem não gosta então é sinal que não é suficientemente evoluído, mas quem gosta da Cristina Ferreira são os parolos que não pensam.

É que se formos a ver bem, todos nós já nos juntámos com amigos a falar e a quantidade de palermices que vai saindo das nossas bocas é incrível, só não é criado um programa humorístico a partir disso. Mas podia. Olhem que podia.

Eu acima gozei com a SIC pelo horário em que colocaram o programa, mas também temos de dar o mérito quando tal é devido. É verdade que colocar um programa destes às horas que colocou e com a experiência do "Como é que o bicho mexe?" a já dar algumas garantias torna tudo um bocado mais simples, mas, neste caso, foi Daniel Oliveira o verdadeiro corajoso ali. É fácil para Bruno Nogueira e companhia poderem dar-se ao luxo de fazer um programa onde se pode escrever e fazer o que se quiser quando lhes dão a liberdade total para isso. E esse é, para mim, o verdadeiro sentido por trás do "Princípio, Meio e Fim", a liberdade.

Ninguém quer justiça

Petição para afastar Ivo Rosa da magistratura já tem mais de 100 mil assinaturas. Aparentemente as pessoas ainda continuam a ter uma certa dificuldade em diferenciar Justiça de Vingança, mas não há mal, porque toda esta indignação contra a decisão do processo Operação Marquês vai prescrever mais rápido do que as acusações ao Sócrates.

Não deixa de ser engraçado que as pessoas só se indignam quando as decisões não vão de acordo à sua convicção pré-formada do que aconteceu. Toda a gente acha que José Sócrates foi corrupto, portanto ninguém quer justiça. Toda a gente quer "sangue", independentemente das leis que existem.

Aqui há uns meses, sobre o caso do homicídio do triatleta, em que o amante da Rosa Grilo passou de absolvido a condenado a 25 anos de prisão, escrevi que era uma das decisões mais graves da Justiça Portuguesa. Com exactamente as mesmas provas, ter uma decisão completamente diferente entre dois tribunais. Ninguém quis saber, porque, na realidade, toda a gente já tem a ideia formada que o homem esteve envolvido no crime. Neste caso da Operação Marquês é parecido, só que no sentido inverso. Foram caindo acusações.

A questão aqui é que Ivo Rosa não absolveu totalmente José Sócrates, antes pelo contrário. Apesar das várias acusações que foram caindo, a maioria por já ter prescrito, o juiz Ivo Rosa disse com todas as letras que um antigo primeiro-ministro de Portugal foi corrompido por um amigo, mas que esse crime já tinha também prescrito. Então o que sobrou para ir a julgamento foram os crimes de branqueamento de capitais que até tem uma moldura penal superior à corrupção. Acho que, mais do que tudo, isso sim foi a grande declaração da decisão instrutória de sexta-feira proferida por Ivo Rosa. Um primeiro-ministro de Portugal foi corrompido!

O que me deixa alarmado com a Justiça Portuguesa é que muitas das decisões, independentemente do caso que estejamos a falar, parecem ter decisões totalmente díspares conforme o juiz escolhido. Isso sim, parece-me preocupante e ninguém anda muito preocupado com esse facto. Agora está tudo interessado em fulanizar uma situação, em grande parte por motivos políticos, quando o que está por detrás disso é mais profundo.

É que se é para tomar decisões com base no que se acha, nem é preciso estarmos a formar juízes. Apanhávamos 3 pessoas aleatórias que vão a passar na rua e perguntávamos-lhes a opinião acerca dos casos. Isso ou veríamos o que dizem nos painéis da CMTV ou afins e também se resolveria logo. De certeza que a Justiça andaria muito mais depressa, só não sei se seria Justiça.

Proteger quem já tem protecção

Hoje saiu a notícia que as pessoas que recuperaram da Covid-19 vão começar também a ser vacinadas na segunda fase do plano de vacinação.

Não sei se sou só eu, mas o facto de se ir vacinar pessoas que já apanharam Covid faz-me pensar que não aprendi nada sobre o funcionamento das vacinas quando andei na escola.

Antes que venham com coisas, isto não é sequer um texto contra as vacinas, antes pelo contrário. Agora, de uma forma simplificada, se com uma vacina introduzimos um agente que faz com que o sistema imunitário aprenda a defender-se dessa ameaça, então quem apanhou o vírus também já tem alguma dessa protecção.

É verdade que ainda não se sabe durante quanto tempo a imunidade natural funcionará nem quão bem face às novas estirpes que vão aparecendo, mas a realidade é que os estudos publicados até agora indicam que as pessoas que já apanharam terão algumas defesas. Mesmo as vacinas já existentes ainda não foram actualizadas para combater as novas estirpes, simplesmente sabe-se que têm alguma eficácia, em particular para casos mais graves da doença. Face a este motivo parece-me fazer pouco sentido, nesta fase, em que há tanta gente por vacinar, estar a colocar quem já recuperou da doença na lista do plano de vacinação já.

Mal comparado, isto é quase como quem tomou a vacina da AstraZeneca que tem 70% de eficácia daqui a uns meses ir tomar a da Pfizer, porque tem 95%.

Não acreditar em máscaras

malucos pela verdade

Foto António Cotrim/Lusa

Uma das notícias interessantes, digamos assim, deste fim de semana foi a manifestação contra a gestão da pandemia que ocorreu em Lisboa e juntou cerca de 3000 pessoas.

Ora, à partida, não sou contra este tipo de manifestações. Há muita gente a sofrer e razões para nos queixarmos de como a pandemia foi gerida há de sobra. Já têm ocorrido várias manifestações do género. Tudo certo.

Agora, quando se juntam milhares de pessoas sem máscara, tudo ao molho, com cartazes contra as vacinas, não estamos a falar de gente preocupada com pandemia. Estamos sim a falar de uns totós negacionistas que acham que liberdade é fazer-se o que se quer sem consequências. E podem vir dizer que não são negacionistas, mas o que chamar a quem não usa máscara para se proteger e proteger os outros numa multidão? Só negando o vírus e os problemas que o mesmo pode causar. Eu, por exemplo, quando ando na rua sozinho normalmente não ando de máscara posta, mas quando existe a possibilidade de me cruzar com um aglomerado de pessoas de uma forma próxima, coloco-a. Porquê? Porque mesmo que eu me sinta bem e ache que o vírus possa não me afectar fortemente (o que é jogar na lotaria), não sei como poderia afectar outra pessoa com quem me fosse cruzar. É tudo uma questão de respeito pelo próximo, coisa que estas pessoas não têm.

O que não deixa de ser curioso, como podemos ver pela imagem acima, é que muita desta gente nega a utilização das máscaras, mas não nega a utilização de óculos de sol. Não acreditam na protecção das vias respiratórias, mas acreditam na protecção dos olhos. É engraçado.

Esta manifestação também tornou-se mais interessante, porque ficou marcada pela presença de algumas "figuras públicas": Adelaide Ferreira, Sandra Celas e Wanda Stuart. Muita gente ficou surpreendida, mas é uma questão de probabilidades. Em 3000 manifestantes, haver 3 totós conhecidas parece-me normal. Até digo mais, é até um número bem baixo. Se este tipo de manifestações anda a atrair artistas que já tiveram alguma notoriedade, mas que andam arredados da fama faz alguns anos e estão esquecidos, ainda tem muito para crescer.

O facto de serem três pelo menos dá para fazer a piada do bar. Será algo como:

A Adelaide Ferreira, a Sandra Celas e a Wanda Stuart entram num bar. É o LAPO.

Quem quer saber de Moçambique?

Cabo Delgado

Não deixa de ser curioso como importamos tão facilmente as indignações vindas dos EUA, mas situações que nos deveriam dizer mais passam praticamente despercebidas. É esta a força da cultura pop americana.

É verdade que manifestações pelo que está a acontecer em Moçambique, na região de Cabo Delgado, não devem dar boas fotos para publicar no Instagram. Imagine-se publicar uma foto e depois aparecer como pano de fundo imagens com crianças mortas. É aborrecido.

Por outro lado, também há o oposto. Aquele pessoal a fingir-se muito preocupado com a situação no norte de Moçambique, mas, na realidade, o que se lê por baixo é "aquilo se ainda fosse nosso nada disto acontecia".

Então quando começa a nostalgia colonialista a bater forte, há até quem diga que era só enviar para lá as nossas Forças Armadas e que, com o conhecimento que têm da região, tratavam daquilo num instantinho. Como se Moçambique já não fosse um país soberano nem nada. É só Portugal querer e enviar... Para além disso, conhecimento da região? Vão enviar os combatentes do Ultramar para lá, é isso? Ou estão a dizer que como as forças portuguesas já estiveram noutras operações em África então já conhecem aquilo? Também não estranhava que fosse isto, porque parece vir de quem acha que em África é tudo igual.

Portanto, fica a questão, quem realmente quer saber de Moçambique? Aparente e infelizmente, parece que ninguém.

Aguenta e não chora!

A inclusão de professores e pessoal não docente na 1ª fase de vacinação, porque têm contacto com alunos, é mais uma prova que não sabemos o que "definir prioridades" significa. Não sabemos. É só fazer ali um bocadinho de força e passa-se logo para a frente. Acredito que ainda vamos ver outros sectores da função pública a tentar fazer o mesmo e, muito provavelmente, a conseguir.

Entretanto, diabéticos, doentes oncológicos ou até mesmo trabalhadores de supermercados aguentem e esperem para aí mais uns meses, porque vai haver sempre mais alguém que vai conseguir passar à frente.

No caso do pessoal dos supermercados, por exemplo, que tiveram de se manter a trabalhar desde o início da pandemia, deviam aproveitar para fazer greve. É que se não são assim tão fundamentais para receber a vacina, também não faz sentido manterem-se abertos.

Só nos resta aguentar. Aguentar e não chorar, como diria o grande arquitecto Tomás Taveira.

Criptototós

Criptoburla

Ontem, no Jornal das 8 da TVI, deu uma reportagem relacionada com a investigação aberta pelo Ministério Público a possíveis crimes praticados por alguns youtubers tugas (Windoh, Numeiro e DavidGYT) em relação a temas como criptomoedas, apostas desportivas e aos mercados financeiros.

Devo confessar que não tomei particular atenção à reportagem. Normalmente, youtubers, influencers e gentes tais, não são o meu principal ponto de interesse e, como tal, não percebi muito bem do que se tratava em concreto. Portanto faço o disclaimer de que é possível que faltem-me alguns dados.

Todos nós sabemos que o público-alvo dos youtubers são, por norma, menores de idade ou então pessoas com mentalidade de crianças, sendo essa a grande razão de serem seus seguidores. Agora, quem tem idade para pegar em 400 mocas e dar a um youtuber por um curso, A UM YOUTUBER!!!, já deveria ter idade suficiente para ter algum juizinho na moleirinha.

Alguém dar dinheiro por cursos a youtubers e sentir-se enganado não se chama de burla. A este tipo de acto dá-se o nome vulgarmente conhecido por "é bem feito para ver se deixas de ser palerma". Foram uns criptototós.

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