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Urso Tobias

Tobias, or not Tobias, that is the question. Divagações de um urso.

Urso Tobias

Tobias, or not Tobias, that is the question. Divagações de um urso.

Não acreditar em máscaras

malucos pela verdade

Foto António Cotrim/Lusa

Uma das notícias interessantes, digamos assim, deste fim de semana foi a manifestação contra a gestão da pandemia que ocorreu em Lisboa e juntou cerca de 3000 pessoas.

Ora, à partida, não sou contra este tipo de manifestações. Há muita gente a sofrer e razões para nos queixarmos de como a pandemia foi gerida há de sobra. Já têm ocorrido várias manifestações do género. Tudo certo.

Agora, quando se juntam milhares de pessoas sem máscara, tudo ao molho, com cartazes contra as vacinas, não estamos a falar de gente preocupada com pandemia. Estamos sim a falar de uns totós negacionistas que acham que liberdade é fazer-se o que se quer sem consequências. E podem vir dizer que não são negacionistas, mas o que chamar a quem não usa máscara para se proteger e proteger os outros numa multidão? Só negando o vírus e os problemas que o mesmo pode causar. Eu, por exemplo, quando ando na rua sozinho normalmente não ando de máscara posta, mas quando existe a possibilidade de me cruzar com um aglomerado de pessoas de uma forma próxima, coloco-a. Porquê? Porque mesmo que eu me sinta bem e ache que o vírus possa não me afectar fortemente (o que é jogar na lotaria), não sei como poderia afectar outra pessoa com quem me fosse cruzar. É tudo uma questão de respeito pelo próximo, coisa que estas pessoas não têm.

O que não deixa de ser curioso, como podemos ver pela imagem acima, é que muita desta gente nega a utilização das máscaras, mas não nega a utilização de óculos de sol. Não acreditam na protecção das vias respiratórias, mas acreditam na protecção dos olhos. É engraçado.

Esta manifestação também tornou-se mais interessante, porque ficou marcada pela presença de algumas "figuras públicas": Adelaide Ferreira, Sandra Celas e Wanda Stuart. Muita gente ficou surpreendida, mas é uma questão de probabilidades. Em 3000 manifestantes, haver 3 totós conhecidas parece-me normal. Até digo mais, é até um número bem baixo. Se este tipo de manifestações anda a atrair artistas que já tiveram alguma notoriedade, mas que andam arredados da fama faz alguns anos e estão esquecidos, ainda tem muito para crescer.

O facto de serem três pelo menos dá para fazer a piada do bar. Será algo como:

A Adelaide Ferreira, a Sandra Celas e a Wanda Stuart entram num bar. É o LAPO.

O coronabicho ficou mais pequenino?

máscaras

Faz quase um ano que estamos a utilizar máscaras cirúrgicas ou máscaras comunitárias certificadas. Dizem-nos que funcionam bem e tal para evitar transmitir o SARS-CoV-2 aos outros. Tudo perfeito. Agora, com as novas estirpes, já começa a aparecer a ideia que vamos ter de passar a andar com os respiradores FFP2.

Então as novas mutações do coronabicho tornaram as gotículas que expelimos mais pequenas e ninguém disse nada? É isso? Ficou um bichinho anão, mais perigoso, que passa mais facilmente pelos buraquinhos da máscara? Ou antes era tudo treta? Vá lá, médicos e cientistas, decidam-se.

É que com estas mudanças de direcção, depois não se podem admirar de virem para aí os negacionistas dizer coisas.

Estamos uma calamidade novamente

Então não é que o Cristiano Ronaldo apanha COVID-19 e, menos de 24 horas depois, o Governo passa o país da situação de contingência para o estado de calamidade. Se o António Costa tivesse esperado para ver a exibição do Diogo Jota no jogo contra a Suécia não tinha havido necessidade de declarar o estado de calamidade.

Entre várias das novas medidas apresentadas em conferência de imprensa, houve uma que se destacou:

Apresentar à Assembleia da República uma proposta de lei a que solicitaremos uma tramitação de urgência para que seja imposta a obrigatoriedade do uso da máscara na via pública, repito, com o óbvio bom senso de só nos momentos em que há mais pessoas na via pública e também da utilização da aplicação STAYAWAY COVID em contexto laboral, escolar e académico, nas forças armadas e nas forças de segurança e no conjunto da administração pública.

Agora já se legisla bom senso e instalação de apps? Está bonito isto.

Apesar de não achar correcto o uso obrigatório de máscara na rua, eu ainda percebo que o seja, mas como é que se cria uma lei sobre o "óbvio bom senso da utilização da máscara"? Eu por exemplo, quando vou na rua normalmente não uso máscara, mas quando vou passar por uma zona mais movimentada coloco-a. Mas é o meu bom senso que, olhando para a quantidade de pessoas com que me vou cruzar, o define. Vão andar as autoridades a policiar o bom senso com uma fita métrica?

Depois, a instalação da aplicação STAYAWAY COVID... Será que o Orçamento do Estado tinha lá uma alínea escrita em que o Governo ia oferecer um smartphone, com a aplicação STAYAWAY COVID instalada, a cada português? Não reparei nisso.

Não sei se repararam, mas a STAYAWAY COVID é uma aplicação bastante peculiar. Por um lado, se ninguém a usar não serve para nada, porque não tem dados inseridos suficientes. Por outro, se toda a gente a usar também não serve para nada, porque vai fartar-se de disparar uma quantidade absurda de alertas desnecessários.

É só imaginar o caso de alguém infectado que andou de transportes públicos nos últimos 14 dias. Já imaginaram a quantidade de pessoas que essa pessoa se cruzou durante 15 minutos a menos de 2 metros de distância? E o mais provável é nem terem sido contagiados. Será uma excelente forma para lançar ainda mais o pânico generalizado.

Hi-yo, Silver! Away!

trump_lone_ranger.jpg

I had a mask on. I sort of liked the way I looked. OK. I thought it was OK. It was a dark black mask, and I thought it looked OK. It looked like the Lone Ranger.

Acho que podemos concluir que:

  1. Se estava parecido com o Lone Ranger, de certeza que era a máscara errada.
  2. A maioria das pessoas dirá que ele será mais parecido com o Tonto.

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