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Urso Tobias

Tobias, or not Tobias, that is the question. Divagações de um urso.

Urso Tobias

Tobias, or not Tobias, that is the question. Divagações de um urso.

12 por cento de um plano

António Costa falou hoje aos jornalistas, no final do Conselho de Ministros que esteve desde hoje de manhã reunido para aprovar o plano do Governo de desconfinamento do país. Claramente o Conselho de Ministros deve ter decorrido de uma forma semelhante a esta famosa cena dos Guardiões da Galáxia.

O resultado então desses 12% de um plano? Isto:

15dias.jpg

Foram 15 dias para fazer uma representação de um sistema de coordenadas cartesiano. Fortíssimo.
 
Já sabíamos que ia ser uma missão difícil, porque qualquer que fossem as medidas apresentadas iam existir pessoas que não iriam concordar. Nós portugueses somos sempre exímios a criticar e este plano de reabertura do António Costa não é excepção.
 

Avengers-Infinity-War-Peter-Quill-Iron-Man-Plan.gi

Diga-se que o facto do plano parecer um velho com incontinência urinária não ajuda. É tudo às mijinhas.
 
Mas vou ser polémico agora. Tirando o facto de ser uma grande confusão saber o que vai abrir, quando e como, o plano de desconfinamento até faz sentido. Ir abrindo aos poucos e ver no que vai dando. Face ao que se passou neste último ano, é esta a solução mais prudente.
 
Um dos pontos positivos é as crianças mais pequenas voltarem para as creches. Finalmente os pais vão ter algum sossego e podem tele-trabalhar sem distracções constantes.
 
Para além disso, barbeiros e cabeleireiros vão reabrir na próxima semana. Iremos ver as pessoas a dirigirem-se em barda para o estabelecimento aberto mais próximo para cortar a guedelha acumulada dos últimos meses.

barbeiros.jpg

 

Desconfinamento à la carte

Já passou cerca de um mês e meio desde que se iniciou o plano de desconfinamento orquestrado pelo Governo e ainda não percebi o raciocínio lógico por detrás das limitações impostas.

Eu acho que um Governo deve fazer regras que sejam semelhantes para todos e não de acordo com as opiniões pessoais dos ministros. Peguemos no exemplo extremo das touradas.

Por mim os toureiros bem que merecem ser enrabados pelos seus cavalos enquanto lhes são espetadas umas bandarilhas no lombo. Podiam até aproveitar esta altura e acabar com as touradas de vez. No entanto, enquanto não o fazem e sendo uma atividade legal, o Governo não tem o direito de os discriminar impedindo a realização do seu “trabalho”. Têm os mesmos direitos que os outros a realizar os seus eventos.

Mas temos muitos mais exemplos. Temos o caso do futebol que não pode ter adeptos. Bares e discotecas fechados. Festas ao ar livre também nada e se tiverem sardinhas assadas ainda pior. Escolas praticamente sem aulas. Casamentos e funerais com limitação do número de pessoas.

Por outro lado, depois temos espetáculos com 2000 pessoas, comícios, manifestações, praias, peregrinos em Fátima, centros comerciais abertos, transportes públicos a abarrotar, aviões com os lugares todos ocupados, …

Isto dá todo o aspeto de que tudo o que o Governo ideologicamente acha como bom tem livre-trânsito para se realizar e tudo o resto que se lixe. Eu bem que gostava de ter esse poder e ainda ir mais longe. Tudo o que era comida que eu não gosto, fechava os restaurantes e deixava de vender nos supermercados. Carros que fossem melhores que o meu deixavam de poder circular nas estradas. Determinadas pessoas deixavam de ter acesso à internet. Artistas que fazem música que não gosto deixavam de poder fazer espetáculos. Só não sei se muita gente iria achar graça e achar, sei lá, talvez um bocadinho ditatorial.

Portanto, a meu ver, resolver este problema da desigualdade de tratamento é bastante simples e tem duas soluções.

A primeira, restringir de igual forma para as atividades semelhantes, fazendo uma forte fiscalização. Quando estava tudo fechado em casa multavam e detiam quem não cumpria as regras, seria continuar a fazer o mesmo. Tratar todos por igual.

A outra solução, abrir tudo e voltar-se à “vida normal”, colocando apenas algumas regras básicas genéricas como a obrigatoriedade do uso de máscara. Até porque já sabemos que tivemos de ficar em casa, porque não existiam ventiladores, máscaras e gel disponíveis. Assim que começou a haver disponível um pouco por todo o lado, mandaram as pessoas logo para a rua.

É simples, ou dão o poder de decisão às pessoas para serem elas as responsáveis ou não dão, mas sejam no mínimo coerentes. Ah, e já agora, é bom que as pessoas não apanhem a COVID-19, mas era melhor ainda garantir também que elas não morrem ou ficam debilitadas devido a outros problemas, já que é impossível marcar consultas nos Centro de Saúde e os exames, cirurgias e tratamentos têm sido suspensas nos Centros Hospitalares. É que não estou a ver ninguém a vir dizer «O meu pai morreu devido a um cancro que foi detectado tardiamente, mas ao menos não apanhou COVID».

Toalha de praia CGTP-IN

cgtp_toalha.jpg

Neste primeiro dia de desconfinamento, com as temperaturas altas previstas, eu sei exactamente o que vos está a apetecer: uma ida à praia. Se estão com receio do controlo das saídas do concelho por parte das autoridades não desesperem, eu tenho a solução.

Acabo de lançar a toalha de praia CGTP-IN no âmbito da minha colecção Primavera/Verão 2020. Esta toalha dá livre-trânsito no acesso a todas as praias nacionais e ainda vos tapa do lay-off e desemprego.

E se adquirirem duas das tolhas de praia CGTP-IN, recebem totalmente grátis o protector solar PCP! Este protector solar, para além dos raios UV, protege-vos também contra a exploração capitalista e contra a ofensiva do imperialismo.

Camaradas, não percam já esta oportunidade única!

O grande responsável pelo desconfinamento

O grande responsável pelo início do desconfinamento não é o abrandamento nas infecções com COVID-19, não é a necessidade de retoma da economia, não é a vontade do António Costa. O grande responsável é o anúncio da NOS com a Mariza.

Se para a COVID-19 a única opção foi o confinamento em casa para diminuir a taxa de infecção, para o "A Nossa Voz" só o desconfinamento é a solução. Não foi coincidência que mal surgiu o anúncio nas televisões se começou cada vez mais a falar da retoma da população à normalidade.

É impossível os portugueses continuarem confinados em casa com aquele anúncio a passar a cada 5 minutos. Se a COVID-19 está neste momento com um R0 à volta de 1, o anúncio da NOS deve estar provavelmente à volta de 3. O que significa que cada vez que o anúncio aparece nas televisões, 3 novas pessoas ficam infectadas, ficando com a imagem da cara da Mariza gravada na cabeça.

Os primeiros relatos indicam que os principais sintomas de infecção por A Nossa Voz são muito semelhantes às da COVID-19, tais como febre, dificuldades respiratórias, dores de cabeça e/ou musculares. No entanto, em casos mais graves, onde a exposição ao anúncio é mais prolongada, pode levar a sangramento dos olhos e dos ouvidos, e à eventualidade do surgimento de tendências suicidas.

Espero que comece a haver uma maior atenção por parte do Ministério da Saúde e da Direção-Geral da Saúde, com briefings diários a relatar os números, bem como a apresentar as medidas necessárias no combate a esta epidemia. Este é um grave problema de saúde pública.

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