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Urso Tobias

Tobias, or not Tobias, that is the question. Divagações de um urso.

Urso Tobias

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A próxima teoria da conspiração

Vou já deixar aqui a próxima teoria da conspiração que irá aparecer quando as vacinas contra a COVID-19 estiverem disponíveis. Quase aposto que será:

Os políticos e médicos que tomarem a vacina na realidade não estarão a tomar a vacina, mas a fingir que a tomam.

Isto porque se a vacina é feita para controlar as pessoas, o coronavírus não é assim tão grave como eles dizem e a comunidade científica e política está toda envolvida nisto, então não faria sentido os próprios tomarem uma coisa para serem controlados e para um vírus que não causa problemas.

Já sabem, quando esta teoria começar a ser difundida pelos "Maluquinhos pela Verdade", leram aqui primeiro.

Contra os Covids, não marchar, não marchar

Ver o presidente da Associação Nacional de Sargentos a mostrar-se contra a mobilização de militares que possam pertencer a grupos de risco, para reforço da capacidade de rastreio das autoridades e serviços de saúde pública, não é muito animador. Faz-me pensar que se calhar temos alguns militares que não deveriam ser militares no activo.

Se há profissão que se imagina sempre pronto a tudo, incluindo colocar a sua vida em risco, é a dos militares. É que balas e bombas também costumam fazer um bocado mal à saúde.

Ainda bem que não entramos em guerra com ninguém. Olhem que tínhamos os Espanhóis por aí a tentar invadir-nos e depois uma parte dos nossos militares não podiam combater, porque têm diabetes. Ainda precisávamos de convocar todas as padeiras de Aljubarrota de emergência.

O tamanho não importa

vacina AstraZeneca/Oxford

A vacina contra a COVID-19 desenvolvida pelo laboratório britânico AstraZeneca e pela Universidade de Oxford tem uma eficácia média de 70,4%, segundo um comunicado divulgado esta segunda-feira.

Face ao números apresentados pelas vacinas da Pfizer/BioNTech ou da Moderna, o laboratório já veio entretanto dizer que não é o tamanho da eficácia que importa, mas o que se faz com ela.

Lutar contra a nossa Portugalidade

Hoje, várias pessoas decidiram aproveitar o bom tempo para ir para a praia de Carcavelos, encher os parques um pouco por todo o país ou fazer um belo de um convíviozito matinal. Tudo até às 13h. Assim todos poderão dizer que cumpriram o recolher obrigatório na perfeição.

Depois as perguntas serão sempre as mesmas. Como é que com máscaras e tudo continuamos a ter tantas cadeias de infecção? Pois, porque será?
Quando decretou as medidas do recolher obrigatório, António Costa condenou as pessoas que começam logo a pensar como contornar cada nova medida de contenção.

António Costa ainda não percebeu que isso é mais uma das características que faz de nós Portugueses, conseguir arranjar sempre uma maneira de dar a volta à lei. Um certo chico-espertismo. Não entender isso é não entender a nossa Portugalidade.

A realidade é que para todos nós ajudarmos a combater a COVID-19 será necessário lutar contra algo que faz de nós Portugueses e isso é uma tarefa extremamente difícil.

Vacinas

Ontem, a Pfizer anuncia que a sua vacina contra a COVID-19 é 90% eficaz.

Hoje, a Rússia diz que a sua vacina candidata Sputnik V tem mais de 90% de eficácia contra a COVID-19.

Amanhã, a China irá anunciar que uma das suas vacinas é 115% eficaz contra a COVID-19, cura o pé-de-atleta e dá erecções de 2 horas.

A Paixão de Cristina

Cristina Ferreira

Cristina Ferreira esteve no programa 'Você na TV', depois de duas semanas em isolamento profilático após contacto com um infectado com COVID-19, a partilhar a sua experiência. Finalmente tivemos alguém para explicar-nos tudo o que é preciso saber sobre a COVID-19!

Andámos estes 8 meses com dezenas e dezenas de jornalistas, cientistas, médicos, enfermeiros, políticos, a falar e a explicar de tudo um pouco relacionado com a doença, o vírus e afins, mas ninguém percebia nada do que se referiam. Agora sim, tudo vai ficar esclarecido e isto vai melhorar. Graças ao testemunho de Cristina Ferreira.

Devo dizer que senti profundamente a dificuldade que é ficar 14 dias em casa, sem sequer estar infectado. É algo que não é para todos. Obrigado Cristina por te teres sacrificado por todos nós, qual Jesus Cristo, para agora poderes vir dar o teu testemunho.

Profissões Pela Verdade

As redes sociais são mesmo uma coisa incrível. Antigamente as pessoas diziam parvoíces sozinhas e pronto, ninguém ligava. Era "Olha um maluquinho. Deixa estar.", como ninguém lhe ligava, ele deixava de estar sempre a dizer maluquices.

Agora os maluquinhos podem dizer maluquices, encontrar outros maluquinhos iguais e alimentarem as maluquices uns dos outros fazendo-as crescer. É mesmo extraordinário.

A parte aborrecida é que depois esses grupos de maluquinhos adoram juntar-se e andar a chatear os outros com as suas maluquices.

Isto não é exclusivo de um tema em específico, mas o mais popular neste momento é a COVID-19, com os seus negacionistas.

Eu já toquei neste assunto anteriormente, mas a quantidade absurda de notícias relacionadas com a COVID-19 faz com que estes seres estejam constantemente a aparecer, sempre com os mesmos artigos e as mesmas tiradas.

Deixem de ser carneiros! O vírus não é nada! É tudo para controlar as pessoas! Não podem viver com medo!

Portanto, se percebo a lógica deste pessoal, não devemos viver com medo de um vírus que mata pessoas e deixa outras gravemente doentes, mas querem que as pessoas vivam com um medo constante de que os Governos todos estão a fazer isto para as controlarem. Faz sentido.

Isto é gente que diz que não toma vacinas, porque o sistema imunitário deve conseguir defender-se e atacar o agente agressor. Claramente não percebem o que é uma vacina e como funciona. Devem pensar que a vacina toma-se depois de uma pessoa já estar doente ou assim. Mais, dizem que não tomam vacinas também, porque nunca ficaram doentes. Sim, ontem apanhei um a comentar com estes argumentos.

Depois adoram ter aqueles grupos de "<inserir_profissão_supostamente_confiável> Pela Verdade". Só para deixar claro, o facto de alguém ter determinada profissão não implica automaticamente que bata bem da cabeça. Há malucos em todas as profissões. No caso do jornalismo basta olhar para a CMTV, por exemplo.

O pior de tudo é que, no meio de tanta parvoíce, há certos temas que fazem sentido serem discutidos. Não podemos ficar eternamente fechados em casa, não podemos descurar outras doenças, muitas das medidas apresentadas pelo Governo são contraditórias, etc. Tudo isto é verdade, mas depois metem-se com teorias da conspiração, negacionismos e afins e uma pessoa não consegue concordar com as ideias que fazem sentido.

Imposição do dever de bom senso

António Costa anunciou ontem após reunião de Conselho de Ministros que as medidas que serão impostas no país a partir de 4 de Novembro. Dever de recolhimento domiciliário, a proibição da realização de celebrações e de outros eventos com mais de cinco pessoas e a obrigatoriedade do teletrabalho serão algumas dessas medidas aplicadas em 121 concelhos do país.

Os portugueses têm o dever de permanência no domicílio, excepto se precisarem de fazer alguma coisa na rua. Como se o bom senso já não ditasse isso.
A grande dúvida agora é como se impõe o dever cívico de recolhimento domiciliário. Vão andar as autoridades a perguntar a cada pessoa o que faz na rua e depois dizer "Olhe, se calhar devia ir para casa, mas se não quiser é consigo"? Teremos interacções com as forças de autoridade deste género?

PSP - Bom dia, cidadão. Sabe que tem o dever cívico de permanência no domicilio?

Cidadão - Bom dia, senhor agente. Sei sim senhor, mas vou almoçar fora.

PSP - Muito bem. E vai almoçar onde?

Cidadão - Ainda não sei bem, mas se tudo correr bem será em Bragança.

PSP - Pode seguir então e tenha uma boa viagem.

Eu sei que as forças de autoridade estão a adorar fazer estas operações STOP em todo o lado nos últimos dias, é uma espécie de sonho molhado estar num sítio parados a chatear as pessoas sem necessidade, mas isto já é levar esse sonho molhado a outro nível.

Tendo em conta que o turismo consiste basicamente em andar a passear de um lado para o outro, se percebi bem esta medida, a ideia é matar o turismo em Portugal definitivamente, certo? O António Costa deceidiu que vai levar o turismo para trás de um barracão e dar-lhe dois tiros.

Isto a não ser que o Governo tenha descoberto um novo tipo de turismo. Um turismo que consista em descobrir o interior de casas. Só acho que seria de bom tom avisar os estrangeiros que vêm para cá, assim que metem os pés no aeroporto, desse novo turismo.

Outra medida bastante interessante é a proibição da realização de feiras e mercados de levante. Fazer compras num espaço fechado? Tudo bem. Fazer compras num espaço ao ar livre? Inadmissível. Claramente faz total sentido... Bem, pelo menos para quem decide as medidas.

Excelente seria que o Governo conseguisse impor o dever de bom senso a todos. Inclusive para si próprio.

Alucinados da COVID-19

Não sei se foi o confinamento que fritou ainda mais o cérebro às pessoas, mas a quantidade de alucinação à volta da COVID-19 é incrível.

Do meu ponto de vista há actualmente dois tipos de pessoas: as normais e as malucas da COVID-19.

No caso das primeiras, são pessoas que se preocupam com a COVID-19, mas não vivem obcecadas com o coronavírus. Vivem a sua vida de acordo com as regras definidas para as coisas com cuidados para evitar contrair o vírus, tentando manter uma certa normalidade na vida. Isto não implica que se concorde com todas as regras que vão sendo aplicadas, podendo mesmo achar-se que algumas devem ser discutidas ou mesmo não implementadas, mas dentro do bom senso. São pessoas que não ficaram totalmente comidas da cabeça durante o confinamento e não ficaram consumidas pelo medo.

Depois temos os malucos da COVID-19 que se dividem em duas categorias, os covidmaníacos e os covidiotas.

Os covidmaníacos são pessoas que vivem com tanto medo da COVID-19 que simplesmente praticamente deixam de viver. São pessoas que provavelmente só saíram umas cinco vezes de casa desde o desconfinamento e foi porque teve mesmo de ser. Meteram-se dentro de um fato protector e foram para a rua. Quando chegaram a casa tomaram um banho de gel desinfectante. Estão constantemente a ver todas a notícias, sempre com medo dos números divulgados. São malucos, mas são benignos, não prejudicam ninguém.

No caso dos covidiotas, é pior. É pior, porque estão constantemente a espalhar desinformação. São pessoas que leram umas coisas na Internet e, de repente, tornaram-se especialistas em virologia e epidemiologia, juntando-as às suas teorias de conspiração. Para eles tudo é para controlar as pessoas. Máscaras? É um açaime para controlar as pessoas. Vacinas? É para implantarem chips e controlar as pessoas. Número de infectados é alto? É para provocar o medo e controlar as pessoas.

Isto é pessoal que acredita que os governantes dos países todos do mundo se juntaram e decidiram que iam lixar a economia mundial só porque querem controlar as pessoas, governos esses que muito provavelmente irão cair do poder devido a esta crise. Isto é pessoal que acredita que os cientistas e médicos do mundo inteiro também se juntaram para inventar que uma doença pode atingir milhões de pessoas e cujos sistemas de saúde não conseguem aguentar.

São pessoas destas que fazem-me acreditar que o grande problema da COVID-19 é não matar gente suficiente. Era ser uma daquelas doenças que mata mais rápido e indiscriminadamente e o Mundo seria muito melhor no futuro. Limpava uns quantos milhões da face da Terra e depois nem precisávamos de nos preocupar com reciclagem ou poluição. Problema ficava resolvido. Assim, temos de nos aguentar com uns quantos parvos a dizer imbecilidades até isto estabilizar.

Canhões da Nazaré

Nazaré

Ontem: Novo recorde de infectados com COVID-19, com mais quatro mil novos casos

Também ontem: Multidão a ver as ondas gigantes na Nazaré

O pessoal que foi à Nazaré é tão aficionado pelas grandes ondas que vai para lá apanhar o coronavírus só para termos uma 2ª onda gigante de COVID-19. Isto é que é ser mesmo fã.

Sinceramente já começa a ser cansativo um urso andar para aqui a tentar defender o bom senso e o retomar gradual das coisas com regras para depois haver constantemente pessoal a lixar-se para tudo e só querer saber de si.

É verdade que o Governo e a DGS têm enviado constantemente mensagens contraditórias, mas se as pessoas não conseguem ver para lá do seu próprio umbigo, só há uma solução: deixar arder.

Abram o país e que se lixe. Os profissionais de saúde que façam as suas 8 horitas e depois vão descansar para casa. Toca a infectar geral e quem aguentar, aguentou. Já ninguém quer saber mesmo.

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