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Urso Tobias

Tobias, or not Tobias, that is the question. Divagações de um urso.

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Toque de Midas inverso

carro Cabrita

Há duas semanas, o carro onde seguia o ministro Eduardo Cabrita esteve envolvido num atropelamento na A6 e fez uma vítima mortal.

Uma situação bastante infeliz, mas que de repente começou a ser tratada de maneiras completamente diferentes:

  • Como aconteceu - Carro conduzido por motorista de Eduardo Cabrita, muito provavelmente em excesso de velocidade, atropela e mata um trabalhador que vai a atravessar a autoestrada.
  • Como as pessoas estão a ver - Carro conduzido por Eduardo Cabrita, em excesso de velocidade, não pára num sinal vermelho, atropela e mata alguém que ia a atravessar uma passadeira.

Isto deve-se em grande parte às informações que têm vindo a público. É verdade que quase todas as informações que têm saído vêm do Correio da Manhã e por isso não se podem levar totalmente a sério, mas vejamos então aqui algumas das situações do atropelamento mortal que envolveu o carro oficial do ministro da Administração Interna:

  • O MAI fez um comunicado logo após o acidente a afirmar que não havia sinalização dos trabalhos na estrada, a Brisa veio depois dizer que afinal havia;
  • Estimativas feitas com base nos registos da Via Verde e das câmaras da autoestrada e hora do acidente revelam que o carro circulava a uma velocidade média de, no mínimo, 200 km/h;
  • "Ordem superior" impediu GNR de fazer perícias ao carro.

De todas as porcarias que o homem já fez enquanto ministro, ainda vai ser pela situação que inicialmente menos culpas teria que vai acabar por ir para a rua. Ele conseguiu transformar um acidente que podia ter acontecido a qualquer um, num caso obscuro, cheio de esquemas e contradições. O Eduardo Cabrita tem realmente um dom de tornar situações más em situações ainda piores. Não é para todos. É uma espécie de toque de Midas inverso.

Fazer bullying aos bullies

atropelamento

Uma das notícias mais comentadas de ontem foi a do caso do miúdo de 13 anos que foi atropelado, no Seixal, quando tentava atravessar a correr uma estrada para fugir de colegas raparigas que estavam-lhe a bater e importunar.

Por muitos comentários que já vi a essa situação, não deixa de ser curioso que existe uma crítica enorme ao bullying e ao que foi feito enquanto fazem bullying à rapariga que originou isto e lhe fazem ameaças, incluído de morte. E não são crianças a fazer isso, são jovens e pessoas bem adultas. Relembro que os intervenientes do incidente são crianças de 13 ou 14 anos. Se calhar este tipo de comportamentos explica muito destes episódios continuarem a acontecer. Quando se tem comportamentos agressivos por tudo e por nada é bastante normal que as crianças, que já têm uma certa predisposição normal de tentarem exercer domínio umas sobre as outras, vão apanhando isso cada vez mais quando o vêm a ser feito diariamente por adultos.

A não ser que as crianças agressoras sejam totalmente sociopatas e não sintam qualquer emoção, o simples facto de assistirem um colega seu a ser atropelado por sua culpa já me parece um castigo bem grave de suportar. Importante neste momento é dar apoio à vítima, mas também garantir que quem originou aquela situação tenha percebido bem a gravidade da situação e aprendido, porque relembro mais ou vez, são crianças de 13 ou 14 anos. Por muito que as pessoas se queiram enganar e pensar que nunca seria com eles, porque são educadores incríveis e excepcionais, a realidade é que qualquer uma daquelas crianças, vítima ou agressores, podiam muito facilmente ser os vossos filhos, os vossos netos, os vossos sobrinhos, os vossos primos ou vocês mesmos. Não se iludam.

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