Pedro Adão e Silva foi escolhido para comissário executivo das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, cargo pelo qual vai auferir 4500 euros por mês até 2026. A somar a isso a sua equipa contará com 1 motorista, 1 secretário pessoal, 3 técnicos especialistas, 3 técnicos adjuntos, 4 técnicos superiores em regime mobilidade, 1 equipa de apoio técnico e 1 equipa de apoio administrativo.
Quase 3 anos para planeamento, mais 2 anos de bónus após o ano da comemoração só porque sim e com esta equipa toda, eu não espero nada menos do que a melhor comemoração de todos os tempos. E não me refiro somente ao 25 de Abril. De todas as comemorações. Vamos ter direito a tudo. Acrobacias de aviões, comida e bebida à descrição, acrobatas, elefantes, etc. Até a strippers temos de ter direito. Não espero menos que isso. Temos de ter direito à melhor e maior comemoração de sempre!
25 de Abril sempre! Mas se fosse não fosse ao fim de semana tinha mais piada, porque feriado.
É incrível que só hoje, após uns quantos anos de vida (não vou dizer quantos por motivos de... confidencialidade), é que reparei que não se pode escrever Liberdade sem as letras de Abril. O que significa? Não sei. Será coincidência? Também não sei. Se calhar o MFA pensou inicialmente fazer a revolução em Março, mas chegou lá alguém e disse "Vamos deixar para o mês seguinte, porque Abril e Liberdade fica mais poético." Para quem também nunca tinha reparado nisso fica aqui este meu contributo.
No entanto, não é essa a razão deste meu texto, mas vou fazer aqui uma transição suave. Portanto, letras -> músicas -> canções do 25 de Abril. Muito suave.
Eu não entendo como não trocaram a ordem das canções que serviram como senha para a revolução do 25 de Abril.
Para mim, a "Grândola, Vila Morena" é uma música que, mal começa a tocar, dá logo vontade de sair do quartel, ir fazer uma revolução e tomar de assalto uma rádio para acabar com aquilo. Isso ou cortar os pulsos.
Já a "E Depois Do Adeus" é uma canção que tem muito mais o sentimento de celebração de vitória após mandar uma ditadura abaixo. Não sei, parece totalmente invertido.
Dito isto, ainda bem que tivemos o 25 de Abril para, entre muitas outras coisas bem mais importantes, um Urso poder ter um blog onde pode dizer à vontade o que pensa sobre uma das músicas chave dessa mesma revolução.
A RTP aproveitou este dia para recordar o filme "Capitães de Abril", o que é sempre bom.
Provavelmente o maior filme realizado sobre o feito mais relevante na história recente nacional até ao golo do Éder na final do Europeu, mas em que grande parte do elenco é estrangeiro e por isso tem de ser dobrado em português.
Nada como ver um italiano a fazer de Salgueiro Maia, dobrado pelo João Reis, a dirigir-se a um Ruy de Carvalho de monóculo a interpretar o General Spínola para puxar pelo sentimento do 25 de Abril.
«Lutem, e pode ser que morram. Fujam, e vocês vão viver. Pelo menos por um tempo. E morrendo em suas camas, daqui a muitos anos, vocês vão querer trocar todos esses dias que tiveram por uma chance, só uma chance, de voltar aqui e dizer aos seus inimigos que eles podem tirar nossas vidas, mas não podem tirar nossa liberdade!» - Salgueiro Maia, 25 de Abril de 1974