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Urso Tobias

Tobias, or not Tobias, that is the question. Divagações de um urso.

Urso Tobias

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Ninguém quer justiça

Petição para afastar Ivo Rosa da magistratura já tem mais de 100 mil assinaturas. Aparentemente as pessoas ainda continuam a ter uma certa dificuldade em diferenciar Justiça de Vingança, mas não há mal, porque toda esta indignação contra a decisão do processo Operação Marquês vai prescrever mais rápido do que as acusações ao Sócrates.

Não deixa de ser engraçado que as pessoas só se indignam quando as decisões não vão de acordo à sua convicção pré-formada do que aconteceu. Toda a gente acha que José Sócrates foi corrupto, portanto ninguém quer justiça. Toda a gente quer "sangue", independentemente das leis que existem.

Aqui há uns meses, sobre o caso do homicídio do triatleta, em que o amante da Rosa Grilo passou de absolvido a condenado a 25 anos de prisão, escrevi que era uma das decisões mais graves da Justiça Portuguesa. Com exactamente as mesmas provas, ter uma decisão completamente diferente entre dois tribunais. Ninguém quis saber, porque, na realidade, toda a gente já tem a ideia formada que o homem esteve envolvido no crime. Neste caso da Operação Marquês é parecido, só que no sentido inverso. Foram caindo acusações.

A questão aqui é que Ivo Rosa não absolveu totalmente José Sócrates, antes pelo contrário. Apesar das várias acusações que foram caindo, a maioria por já ter prescrito, o juiz Ivo Rosa disse com todas as letras que um antigo primeiro-ministro de Portugal foi corrompido por um amigo, mas que esse crime já tinha também prescrito. Então o que sobrou para ir a julgamento foram os crimes de branqueamento de capitais que até tem uma moldura penal superior à corrupção. Acho que, mais do que tudo, isso sim foi a grande declaração da decisão instrutória de sexta-feira proferida por Ivo Rosa. Um primeiro-ministro de Portugal foi corrompido!

O que me deixa alarmado com a Justiça Portuguesa é que muitas das decisões, independentemente do caso que estejamos a falar, parecem ter decisões totalmente díspares conforme o juiz escolhido. Isso sim, parece-me preocupante e ninguém anda muito preocupado com esse facto. Agora está tudo interessado em fulanizar uma situação, em grande parte por motivos políticos, quando o que está por detrás disso é mais profundo.

É que se é para tomar decisões com base no que se acha, nem é preciso estarmos a formar juízes. Apanhávamos 3 pessoas aleatórias que vão a passar na rua e perguntávamos-lhes a opinião acerca dos casos. Isso ou veríamos o que dizem nos painéis da CMTV ou afins e também se resolveria logo. De certeza que a Justiça andaria muito mais depressa, só não sei se seria Justiça.

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