Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Urso Tobias

Tobias, or not Tobias, that is the question. Divagações de um urso.

Urso Tobias

Tobias, or not Tobias, that is the question. Divagações de um urso.

Desconfinamento à la carte

Já passou cerca de um mês e meio desde que se iniciou o plano de desconfinamento orquestrado pelo Governo e ainda não percebi o raciocínio lógico por detrás das limitações impostas.

Eu acho que um Governo deve fazer regras que sejam semelhantes para todos e não de acordo com as opiniões pessoais dos ministros. Peguemos no exemplo extremo das touradas.

Por mim os toureiros bem que merecem ser enrabados pelos seus cavalos enquanto lhes são espetadas umas bandarilhas no lombo. Podiam até aproveitar esta altura e acabar com as touradas de vez. No entanto, enquanto não o fazem e sendo uma atividade legal, o Governo não tem o direito de os discriminar impedindo a realização do seu “trabalho”. Têm os mesmos direitos que os outros a realizar os seus eventos.

Mas temos muitos mais exemplos. Temos o caso do futebol que não pode ter adeptos. Bares e discotecas fechados. Festas ao ar livre também nada e se tiverem sardinhas assadas ainda pior. Escolas praticamente sem aulas. Casamentos e funerais com limitação do número de pessoas.

Por outro lado, depois temos espetáculos com 2000 pessoas, comícios, manifestações, praias, peregrinos em Fátima, centros comerciais abertos, transportes públicos a abarrotar, aviões com os lugares todos ocupados, …

Isto dá todo o aspeto de que tudo o que o Governo ideologicamente acha como bom tem livre-trânsito para se realizar e tudo o resto que se lixe. Eu bem que gostava de ter esse poder e ainda ir mais longe. Tudo o que era comida que eu não gosto, fechava os restaurantes e deixava de vender nos supermercados. Carros que fossem melhores que o meu deixavam de poder circular nas estradas. Determinadas pessoas deixavam de ter acesso à internet. Artistas que fazem música que não gosto deixavam de poder fazer espetáculos. Só não sei se muita gente iria achar graça e achar, sei lá, talvez um bocadinho ditatorial.

Portanto, a meu ver, resolver este problema da desigualdade de tratamento é bastante simples e tem duas soluções.

A primeira, restringir de igual forma para as atividades semelhantes, fazendo uma forte fiscalização. Quando estava tudo fechado em casa multavam e detiam quem não cumpria as regras, seria continuar a fazer o mesmo. Tratar todos por igual.

A outra solução, abrir tudo e voltar-se à “vida normal”, colocando apenas algumas regras básicas genéricas como a obrigatoriedade do uso de máscara. Até porque já sabemos que tivemos de ficar em casa, porque não existiam ventiladores, máscaras e gel disponíveis. Assim que começou a haver disponível um pouco por todo o lado, mandaram as pessoas logo para a rua.

É simples, ou dão o poder de decisão às pessoas para serem elas as responsáveis ou não dão, mas sejam no mínimo coerentes. Ah, e já agora, é bom que as pessoas não apanhem a COVID-19, mas era melhor ainda garantir também que elas não morrem ou ficam debilitadas devido a outros problemas, já que é impossível marcar consultas nos Centro de Saúde e os exames, cirurgias e tratamentos têm sido suspensas nos Centros Hospitalares. É que não estou a ver ninguém a vir dizer «O meu pai morreu devido a um cancro que foi detectado tardiamente, mas ao menos não apanhou COVID».

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2008
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2007
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2006
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2005
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub