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Urso Tobias

Tobias, or not Tobias, that is the question. Divagações de um urso.

Urso Tobias

Tobias, or not Tobias, that is the question. Divagações de um urso.

Opinião impopular

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Ontem estreou, na SIC, "Princípio, Meio e Fim", o novo programa da autoria de Bruno Nogueira, Nuno Markl, Salvador Martinha e Filipe Melo e que conta com Albano Jerónimo, Jessica Athayde, Rita Cabaço e Nuno Lopes no elenco.

A forma como a SIC publicitou o programa foi deveras curioso:

SIC: Vejam este incrível e original novo programa de Bruno Nogueira, "Princípio, Meio e Fim".

Portugueses: Sim, a que horas?

SIC: Meia-noite de um Domingo.

Portugueses: ...

A colocação do programa a essa hora é uma espécie de teste. Ver quantos fãs do Bruno Nogueira não precisam de acordar cedo para ir trabalhar no dia seguinte.

Eu fui um desses e aqui vai uma opinião impopular. Este programa do Bruno Nogueira é engraçado e uma lufada de ar fresco por ser totalmente diferente do que passa na televisão generalista, mas se fosse feito por outras pessoas toda a gente diria que era uma parvoíce. E antes que venham com coisas, porque parece que tem sempre de se justificar as opiniões, eu gostei do programa. Mas é a realidade. Só me parece é que o Bruno Nogueira está a ter aquilo que o Salvador Sobral uma vez disse de poder mandar um peido que as pessoas aplaudiam de qualquer forma. É o mérito de já ter conseguido esses seguidores.

Veja-se o exemplo de Cristina Ferreira quando fez um especial de Natal, em directo, sem guião, cheio de nonsense. Muita desta gente que agora diz que o conceito do "Princípio, Meio e Fim" é genial e brilhante, deitou abaixo o especial de Natal por ser parvo. Isto porque quem segue o Bruno Nogueira é gente intelectual e quem não gosta então é sinal que não é suficientemente evoluído, mas quem gosta da Cristina Ferreira são os parolos que não pensam.

É que se formos a ver bem, todos nós já nos juntámos com amigos a falar e a quantidade de palermices que vai saindo das nossas bocas é incrível, só não é criado um programa humorístico a partir disso. Mas podia. Olhem que podia.

Eu acima gozei com a SIC pelo horário em que colocaram o programa, mas também temos de dar o mérito quando tal é devido. É verdade que colocar um programa destes às horas que colocou e com a experiência do "Como é que o bicho mexe?" a já dar algumas garantias torna tudo um bocado mais simples, mas, neste caso, foi Daniel Oliveira o verdadeiro corajoso ali. É fácil para Bruno Nogueira e companhia poderem dar-se ao luxo de fazer um programa onde se pode escrever e fazer o que se quiser quando lhes dão a liberdade total para isso. E esse é, para mim, o verdadeiro sentido por trás do "Princípio, Meio e Fim", a liberdade.

Ninguém quer justiça

Petição para afastar Ivo Rosa da magistratura já tem mais de 100 mil assinaturas. Aparentemente as pessoas ainda continuam a ter uma certa dificuldade em diferenciar Justiça de Vingança, mas não há mal, porque toda esta indignação contra a decisão do processo Operação Marquês vai prescrever mais rápido do que as acusações ao Sócrates.

Não deixa de ser engraçado que as pessoas só se indignam quando as decisões não vão de acordo à sua convicção pré-formada do que aconteceu. Toda a gente acha que José Sócrates foi corrupto, portanto ninguém quer justiça. Toda a gente quer "sangue", independentemente das leis que existem.

Aqui há uns meses, sobre o caso do homicídio do triatleta, em que o amante da Rosa Grilo passou de absolvido a condenado a 25 anos de prisão, escrevi que era uma das decisões mais graves da Justiça Portuguesa. Com exactamente as mesmas provas, ter uma decisão completamente diferente entre dois tribunais. Ninguém quis saber, porque, na realidade, toda a gente já tem a ideia formada que o homem esteve envolvido no crime. Neste caso da Operação Marquês é parecido, só que no sentido inverso. Foram caindo acusações.

A questão aqui é que Ivo Rosa não absolveu totalmente José Sócrates, antes pelo contrário. Apesar das várias acusações que foram caindo, a maioria por já ter prescrito, o juiz Ivo Rosa disse com todas as letras que um antigo primeiro-ministro de Portugal foi corrompido por um amigo, mas que esse crime já tinha também prescrito. Então o que sobrou para ir a julgamento foram os crimes de branqueamento de capitais que até tem uma moldura penal superior à corrupção. Acho que, mais do que tudo, isso sim foi a grande declaração da decisão instrutória de sexta-feira proferida por Ivo Rosa. Um primeiro-ministro de Portugal foi corrompido!

O que me deixa alarmado com a Justiça Portuguesa é que muitas das decisões, independentemente do caso que estejamos a falar, parecem ter decisões totalmente díspares conforme o juiz escolhido. Isso sim, parece-me preocupante e ninguém anda muito preocupado com esse facto. Agora está tudo interessado em fulanizar uma situação, em grande parte por motivos políticos, quando o que está por detrás disso é mais profundo.

É que se é para tomar decisões com base no que se acha, nem é preciso estarmos a formar juízes. Apanhávamos 3 pessoas aleatórias que vão a passar na rua e perguntávamos-lhes a opinião acerca dos casos. Isso ou veríamos o que dizem nos painéis da CMTV ou afins e também se resolveria logo. De certeza que a Justiça andaria muito mais depressa, só não sei se seria Justiça.

Proteger quem já tem protecção

Hoje saiu a notícia que as pessoas que recuperaram da Covid-19 vão começar também a ser vacinadas na segunda fase do plano de vacinação.

Não sei se sou só eu, mas o facto de se ir vacinar pessoas que já apanharam Covid faz-me pensar que não aprendi nada sobre o funcionamento das vacinas quando andei na escola.

Antes que venham com coisas, isto não é sequer um texto contra as vacinas, antes pelo contrário. Agora, de uma forma simplificada, se com uma vacina introduzimos um agente que faz com que o sistema imunitário aprenda a defender-se dessa ameaça, então quem apanhou o vírus também já tem alguma dessa protecção.

É verdade que ainda não se sabe durante quanto tempo a imunidade natural funcionará nem quão bem face às novas estirpes que vão aparecendo, mas a realidade é que os estudos publicados até agora indicam que as pessoas que já apanharam terão algumas defesas. Mesmo as vacinas já existentes ainda não foram actualizadas para combater as novas estirpes, simplesmente sabe-se que têm alguma eficácia, em particular para casos mais graves da doença. Face a este motivo parece-me fazer pouco sentido, nesta fase, em que há tanta gente por vacinar, estar a colocar quem já recuperou da doença na lista do plano de vacinação já.

Mal comparado, isto é quase como quem tomou a vacina da AstraZeneca que tem 70% de eficácia daqui a uns meses ir tomar a da Pfizer, porque tem 95%.

Não acreditar em máscaras

malucos pela verdade

Foto António Cotrim/Lusa

Uma das notícias interessantes, digamos assim, deste fim de semana foi a manifestação contra a gestão da pandemia que ocorreu em Lisboa e juntou cerca de 3000 pessoas.

Ora, à partida, não sou contra este tipo de manifestações. Há muita gente a sofrer e razões para nos queixarmos de como a pandemia foi gerida há de sobra. Já têm ocorrido várias manifestações do género. Tudo certo.

Agora, quando se juntam milhares de pessoas sem máscara, tudo ao molho, com cartazes contra as vacinas, não estamos a falar de gente preocupada com pandemia. Estamos sim a falar de uns totós negacionistas que acham que liberdade é fazer-se o que se quer sem consequências. E podem vir dizer que não são negacionistas, mas o que chamar a quem não usa máscara para se proteger e proteger os outros numa multidão? Só negando o vírus e os problemas que o mesmo pode causar. Eu, por exemplo, quando ando na rua sozinho normalmente não ando de máscara posta, mas quando existe a possibilidade de me cruzar com um aglomerado de pessoas de uma forma próxima, coloco-a. Porquê? Porque mesmo que eu me sinta bem e ache que o vírus possa não me afectar fortemente (o que é jogar na lotaria), não sei como poderia afectar outra pessoa com quem me fosse cruzar. É tudo uma questão de respeito pelo próximo, coisa que estas pessoas não têm.

O que não deixa de ser curioso, como podemos ver pela imagem acima, é que muita desta gente nega a utilização das máscaras, mas não nega a utilização de óculos de sol. Não acreditam na protecção das vias respiratórias, mas acreditam na protecção dos olhos. É engraçado.

Esta manifestação também tornou-se mais interessante, porque ficou marcada pela presença de algumas "figuras públicas": Adelaide Ferreira, Sandra Celas e Wanda Stuart. Muita gente ficou surpreendida, mas é uma questão de probabilidades. Em 3000 manifestantes, haver 3 totós conhecidas parece-me normal. Até digo mais, é até um número bem baixo. Se este tipo de manifestações anda a atrair artistas que já tiveram alguma notoriedade, mas que andam arredados da fama faz alguns anos e estão esquecidos, ainda tem muito para crescer.

O facto de serem três pelo menos dá para fazer a piada do bar. Será algo como:

A Adelaide Ferreira, a Sandra Celas e a Wanda Stuart entram num bar. É o LAPO.

Quem quer saber de Moçambique?

Cabo Delgado

Não deixa de ser curioso como importamos tão facilmente as indignações vindas dos EUA, mas situações que nos deveriam dizer mais passam praticamente despercebidas. É esta a força da cultura pop americana.

É verdade que manifestações pelo que está a acontecer em Moçambique, na região de Cabo Delgado, não devem dar boas fotos para publicar no Instagram. Imagine-se publicar uma foto e depois aparecer como pano de fundo imagens com crianças mortas. É aborrecido.

Por outro lado, também há o oposto. Aquele pessoal a fingir-se muito preocupado com a situação no norte de Moçambique, mas, na realidade, o que se lê por baixo é "aquilo se ainda fosse nosso nada disto acontecia".

Então quando começa a nostalgia colonialista a bater forte, há até quem diga que era só enviar para lá as nossas Forças Armadas e que, com o conhecimento que têm da região, tratavam daquilo num instantinho. Como se Moçambique já não fosse um país soberano nem nada. É só Portugal querer e enviar... Para além disso, conhecimento da região? Vão enviar os combatentes do Ultramar para lá, é isso? Ou estão a dizer que como as forças portuguesas já estiveram noutras operações em África então já conhecem aquilo? Também não estranhava que fosse isto, porque parece vir de quem acha que em África é tudo igual.

Portanto, fica a questão, quem realmente quer saber de Moçambique? Aparente e infelizmente, parece que ninguém.

Aguenta e não chora!

A inclusão de professores e pessoal não docente na 1ª fase de vacinação, porque têm contacto com alunos, é mais uma prova que não sabemos o que "definir prioridades" significa. Não sabemos. É só fazer ali um bocadinho de força e passa-se logo para a frente. Acredito que ainda vamos ver outros sectores da função pública a tentar fazer o mesmo e, muito provavelmente, a conseguir.

Entretanto, diabéticos, doentes oncológicos ou até mesmo trabalhadores de supermercados aguentem e esperem para aí mais uns meses, porque vai haver sempre mais alguém que vai conseguir passar à frente.

No caso do pessoal dos supermercados, por exemplo, que tiveram de se manter a trabalhar desde o início da pandemia, deviam aproveitar para fazer greve. É que se não são assim tão fundamentais para receber a vacina, também não faz sentido manterem-se abertos.

Só nos resta aguentar. Aguentar e não chorar, como diria o grande arquitecto Tomás Taveira.

Criptototós

Criptoburla

Ontem, no Jornal das 8 da TVI, deu uma reportagem relacionada com a investigação aberta pelo Ministério Público a possíveis crimes praticados por alguns youtubers tugas (Windoh, Numeiro e DavidGYT) em relação a temas como criptomoedas, apostas desportivas e aos mercados financeiros.

Devo confessar que não tomei particular atenção à reportagem. Normalmente, youtubers, influencers e gentes tais, não são o meu principal ponto de interesse e, como tal, não percebi muito bem do que se tratava em concreto. Portanto faço o disclaimer de que é possível que faltem-me alguns dados.

Todos nós sabemos que o público-alvo dos youtubers são, por norma, menores de idade ou então pessoas com mentalidade de crianças, sendo essa a grande razão de serem seus seguidores. Agora, quem tem idade para pegar em 400 mocas e dar a um youtuber por um curso, A UM YOUTUBER!!!, já deveria ter idade suficiente para ter algum juizinho na moleirinha.

Alguém dar dinheiro por cursos a youtubers e sentir-se enganado não se chama de burla. A este tipo de acto dá-se o nome vulgarmente conhecido por "é bem feito para ver se deixas de ser palerma". Foram uns criptototós.

Péssima ideia de marketing

Não entendo isto do proprietário do restaurante LAPO insistir em não cumprir as regras de saúde pública. É que podiam fazer um protesto, com distanciamento social e com máscaras, mostrando que era possível estarem abertos cumprindo regras. Mas não. Decidem ir pela onda do negacionismo da doença.

Isto é algo que não faz sentido algum e nem sequer falo da parvoíce típica dos negacionistas. Simplesmente pela questão de marketing é algo que não deve ter sido bem pensado. É que pretendem mostrar-se como lutadores pela liberdade, mas o que fica é que são lutadores pela propagação da COVID-19. É esta a mensagem que passa para todos.

Quem é que, após isto tudo terminar, quererá ir de forma frequente a um restaurante que não tem preocupações com a saúde pública? Se não se preocupam com um vírus que provocou um pandemia mundial, iam preocupar-se com uma coisa mais simples como salmonelas? Outras bactérias? Bolores? Provavelmente são também tudo invenções dos poderes instalados para controlar os carneiros, ovelhas ou lá o que é que eles adoram chamar.

A mensagem que passa é que se não se preocupam que um cliente apanhe Covid-19, então também não devem ficar muito preocupados que um cliente apanhe uma bela caganeira. Péssima ideia de marketing.

Shame! Shame! Shame!

Shame

Chegou o dia. Quem adora viver no constante "virtue signalling" mais cedo ou mais tarde acaba sempre por ser apanhado no que tanto apregoa contra. É inevitável e dá sempre um gostinho especial quando acontece. Foi isso que aconteceu com Diogo Faro.

Este Sábado ele publicou uma crónica em que criticava todos os que não cumprem as medidas de confinamento e insistem em juntar-se em festas e grupos de amigo. Teve azar, porque foi apanhado em fotografias em que, alegadamente, também ele terá furado as medidas durante a Passagem de Ano. Agora está a apanhar com as críticas.

O que sempre me espantou na sua pessoa é que, para alguém que se apresenta como humorista, normalmente costuma demonstrar pouca flexibilidade para quem pensa diferente dele ou faz piadas com assuntos mais sensíveis. Existe sempre aquela vontade de juntar a sua matilha de indignados profissionais para "cancelar" determinada pessoa ou tentar fazer "shaming".

Eu entendo que ele viu um nicho de mercado em aberto e, em vez de ser um humorista banal como muitos outros, optou por seguir este caminho. Foi inteligente.

Ora, ele estava livre para se focar nesses temas e estar ligado à cultura do politicamente correcto. Nada contra, há vários temas que são dignos e merecem ser apresentados com humor. Agora, estar constantemente a apontar o dedo com superioridade moral quando já se fez igual? Não entendo esta veia para a hipocrisia.

Quando se está do outro lado do "cancel culture" já não tem tanta piada. É assim. Shame! Shame! Shame!

Devo dizer que, mais do que o Diogo Faro ser apanhado na sua hipocrisia, é engraçado ver aquela matilha do politicamente correcto, que tanto gosta de atirar pessoas para a fogueira, a ter de dobrar a espinha para o defender. De repente passaram a achar que isto da cultura de cancelamento não é correcto. Como diria o Eduardo Cabrita, sejam bem vindos a esta luta.

Assistir à morte

O parlamento aprovou ontem a lei para a despenalização da morte medicamente assistida.

Eu acho muito bem que a morte assistida seja legalizada, já era tempo. E digo mais, deveria ser também profissionalizada. Após passar a pandemia, a sua realização deveria ser dentro de pavilhões, com bilhete pago, com direito a claques e com transmissão televisiva por parte da RTP. Todos deveríamos ter o direito a assistir e não só os médicos.

Falando agora um pouco a sério, não deixa de ser estranho como algumas pessoas pensam que a partir de agora quem vai para um hospital é como se fosse para um matadouro. Meus caros, não é assim que funciona. Eles não vão matar as pessoas a torto e a direito só porque sim. Entre várias coisas, as pessoas têm de demonstrar um pequeno pormenor de extrema importância, vontade que tal seja feito.

Portanto, se algum dia estiveres num estado terminal, a sofrer dores inimagináveis, podes muito bem continuar a sofrer ou a "não viver" para o resto da tua vida. Ninguém te vai impedir. Agora, não me parece justo obrigar o mesmo a quem apenas quer que o resto da sua vida seja um bocado mais curto.

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