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Urso Tobias

Tobias, or not Tobias, that is the question. Divagações de um urso.

Urso Tobias

Tobias, or not Tobias, that is the question. Divagações de um urso.

Proteger quem já tem protecção

Hoje saiu a notícia que as pessoas que recuperaram da Covid-19 vão começar também a ser vacinadas na segunda fase do plano de vacinação.

Não sei se sou só eu, mas o facto de se ir vacinar pessoas que já apanharam Covid faz-me pensar que não aprendi nada sobre o funcionamento das vacinas quando andei na escola.

Antes que venham com coisas, isto não é sequer um texto contra as vacinas, antes pelo contrário. Agora, de uma forma simplificada, se com uma vacina introduzimos um agente que faz com que o sistema imunitário aprenda a defender-se dessa ameaça, então quem apanhou o vírus também já tem alguma dessa protecção.

É verdade que ainda não se sabe durante quanto tempo a imunidade natural funcionará nem quão bem face às novas estirpes que vão aparecendo, mas a realidade é que os estudos publicados até agora indicam que as pessoas que já apanharam terão algumas defesas. Mesmo as vacinas já existentes ainda não foram actualizadas para combater as novas estirpes, simplesmente sabe-se que têm alguma eficácia, em particular para casos mais graves da doença. Face a este motivo parece-me fazer pouco sentido, nesta fase, em que há tanta gente por vacinar, estar a colocar quem já recuperou da doença na lista do plano de vacinação já.

Mal comparado, isto é quase como quem tomou a vacina da AstraZeneca que tem 70% de eficácia daqui a uns meses ir tomar a da Pfizer, porque tem 95%.

Lesados do pénis

Durante este mês tenho vindo a acompanhar com bastante interesse as notícias relativas a homens que foram fazer cirurgias de aumento peniano com o cirurgião Biscaia Fraga e que cujo material ficou em pior estado do que inicialmente estava.

As pessoas têm de começar a aprender que há dois sítios que não devem mexer a não ser por motivos de saúde: a cara e as zonas íntimas (a piroca no caso dos senhores ou a patareca no caso das senhoras). Não há bom resultado que advenha de uma operação nessas zonas que valha o risco daquilo ficar estragado. Não há.

Ora, nestes casos em concreto, pior do que fazer uma cirurgia para aumentar a pila só depois vir queixar-se que não ficou bem. Não pá! É não falar disso. Nunca mais na vida. E muito menos dar a cara. Quem é o homem que quer ficar com a imagem associada a um pingolim estragado?

Pelo menos o senhor que se queixa daquilo agora nem caber na mão tem uma solução simples. Então agora é fazer uma operação para ficar com a mão mais pequena. Problema resolvido.

Já o outro que diz que fez cinco cirurgias... Devia ter mesmo o instrumento num estado miserável para necessitar de cinco operações para tentar meter aquilo como deve ser.

Bem, como o número de casos de homens a queixar-se está a aumentar, eu proponho juntarem-se e criarem um grupo de apoio para falarem e discutirem as acções a tomar. Podiam chamar-se "Lesados do Pénis".

Caça à multa

Como agora não há tantos carros a circular a polícia entretém-se na caça à multa noutras actividades.

Antes apanhavam indivíduos por posse ilegal de armas ou drogas, mas parece que agora o importante é multar estes bandidos por porte e consumo ilegal de gomas e de sandes mistas. Tudo para defender os próprios cidadãos dos perigos do colesterol e diabetes. É importante sabermos que as forças de segurança têm as prioridades bem definidas no combate ao crime.

A sorte dos gajos que fugiram em Corroios foi não estarem a comer na rua. Se estivessem, talvez a polícia não os tivesse deixado escapar tão facilmente.

Ajudar o próximo

Está a chegar novamente a altura de todos fazermos o nosso IRS. Mais uma vez deixo o apelo para se aproveitar esta ocasião e ajudar entidades que dão o apoio à comunidade através da consignação quando se faz a entrega da declaração anual do imposto.

Apesar de ouvirmos algumas vezes histórias de como existem umas falcatruas, eu ainda sou daqueles que acredita que a maioria faz um trabalho meritório e que tentam ajudar quem necessita. É possível que esteja a ser anjinho, mas, mais do que nunca, nesta altura de muitas dificuldades, parece-me importante contribuirmos mesmo que de forma simbólica.

Como tal, escolham uma entidade que saibam estar a fazer um bom trabalho ou, ainda melhor, vejam na vossa comunidade local alguma que esteja em mais dificuldades, e doem-lhe 0,5% do Rendimento de Pessoas Singulares (IRS). Esta opção não representa um encargo fiscal adicional a quem o faz, uma vez que se trata de uma simples reafectação do dinheiro. Ou seja, em vez de reverter para os cofres do Estado, vai para a conta de uma instituição de solidariedade social, de beneficência ou de assistência humanitária.

Se quiserem ser mesmo, mesmo, mesmo, mesmo boas pessoas, podem consignar a atribuição do benefício fiscal em sede de IVA obtida através das despesas em cabeleireiros e salões de beleza, reparações de carros e motas, restauração e hotelaria e veterinários. Tenham atenção que este valor é efetivamente oferecido por quem doa. Portanto, sou sincero, eu não faço isso. Posso ser solidário, mas calma lá...

Fica aqui a minha ideia, para todos nós podermos ajudar um pouco o próximo, em particular nos tempos complicados com que nos deparamos atualmente.

Lista de entidades autorizadas: https://info.portaldasfinancas.gov.pt/pt/apoio_contribuinte/IRS/Pages/IRS_entidades_beneficiarias_consignacao.aspx

Tropa de Elite: Corroios

Corroios

Corroios, Seixal. PSP recebida a tiro no bairro da Quinta das Lagoas. Alto dispositivo policial montado, qual Tropa de Elite: Corroios, com direito a snipers da Unidade Especial de Polícia e tudo, para apanhar os suspeitos que se encontravam barricados.

Resultado: um detido e os restantes elementos em fuga.

Desde o início da cobertura televisiva da operação policial que já se sabia que teria de ficar resolvida até às 22 horas. É que a CMTV depois já tinha a Liga D'Ouro para dar, portanto não fazia sentido dar-lhe tanta atenção.

Agora, a PSP, uma tarde inteira, a cercar uns gajos barricados para só conseguir deter um? Que miséria... Provavelmente foi o único que estava com fome e decidiu ir jantar à esquadra.

Se os bandidos estivessem mal estacionados ou a beber uma cerveja na rua, se calhar a polícia tinha-os apanhado na boa.

Resta-nos agora que as autoridades competentes passem o comando das operações para alguém mais eficaz, a CMTV. Eles encontram os indivíduos que estão em fuga num instantinho.

Não acreditar em máscaras

malucos pela verdade

Foto António Cotrim/Lusa

Uma das notícias interessantes, digamos assim, deste fim de semana foi a manifestação contra a gestão da pandemia que ocorreu em Lisboa e juntou cerca de 3000 pessoas.

Ora, à partida, não sou contra este tipo de manifestações. Há muita gente a sofrer e razões para nos queixarmos de como a pandemia foi gerida há de sobra. Já têm ocorrido várias manifestações do género. Tudo certo.

Agora, quando se juntam milhares de pessoas sem máscara, tudo ao molho, com cartazes contra as vacinas, não estamos a falar de gente preocupada com pandemia. Estamos sim a falar de uns totós negacionistas que acham que liberdade é fazer-se o que se quer sem consequências. E podem vir dizer que não são negacionistas, mas o que chamar a quem não usa máscara para se proteger e proteger os outros numa multidão? Só negando o vírus e os problemas que o mesmo pode causar. Eu, por exemplo, quando ando na rua sozinho normalmente não ando de máscara posta, mas quando existe a possibilidade de me cruzar com um aglomerado de pessoas de uma forma próxima, coloco-a. Porquê? Porque mesmo que eu me sinta bem e ache que o vírus possa não me afectar fortemente (o que é jogar na lotaria), não sei como poderia afectar outra pessoa com quem me fosse cruzar. É tudo uma questão de respeito pelo próximo, coisa que estas pessoas não têm.

O que não deixa de ser curioso, como podemos ver pela imagem acima, é que muita desta gente nega a utilização das máscaras, mas não nega a utilização de óculos de sol. Não acreditam na protecção das vias respiratórias, mas acreditam na protecção dos olhos. É engraçado.

Esta manifestação também tornou-se mais interessante, porque ficou marcada pela presença de algumas "figuras públicas": Adelaide Ferreira, Sandra Celas e Wanda Stuart. Muita gente ficou surpreendida, mas é uma questão de probabilidades. Em 3000 manifestantes, haver 3 totós conhecidas parece-me normal. Até digo mais, é até um número bem baixo. Se este tipo de manifestações anda a atrair artistas que já tiveram alguma notoriedade, mas que andam arredados da fama faz alguns anos e estão esquecidos, ainda tem muito para crescer.

O facto de serem três pelo menos dá para fazer a piada do bar. Será algo como:

A Adelaide Ferreira, a Sandra Celas e a Wanda Stuart entram num bar. É o LAPO.

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