Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Urso Tobias

Tobias, or not Tobias, that is the question. Divagações de um urso.

Urso Tobias

Tobias, or not Tobias, that is the question. Divagações de um urso.

Mau timing

O Adolfo Mesquita Nunes devia ter esperado mais uns dias até dizer que vai pedir um Congresso Nacional para marcar eleições antecipadas no CDS-PP. É que um gajo chamado Adolfo anunciar que vai avançar para uma candidatura à liderança do CDS logo no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto... Épá, não sei. Não me parece um bom timing.

Comprimidos vaginais

Com o confinamento, aqui o urso tem pouco com que se distrair, fica aborrecido e depois passam-me umas dúvidas estranhas pela cabeça. Em concreto, sobre comprimidos vaginais.

Ora, sendo um comprimido, será que também se despeja um copo de água para ajudar a empurrar para dentro? É que os comprimidos tomam-se sempre com água.

Ou é apenas um supositório que entra pelo outro lado? Mas se é isso, não deveria chamar-se antes supositório vaginal?

São este tipo de questões que me passam pela cabeça e tive de compartilhar estas em específico. Porquê? Não sei. Mas pode ser que alguém saiba responder. Peço desculpa.

Eleições Presidenciais 2021

Ontem tivemos então mais umas eleições presidenciais, sem grande história e com pouca imprevisibilidade. Novamente o grande vencedor da noite foi a abstenção, apesar de não ter sido tão grande como se esperava. Ainda assim, não deixa de ser curioso que quando é para ficar em casa, os Portugueses vão para a rua e quando podem sair para ir votar, os Portugueses ficam em casa. Vá-se lá perceber.

Aqui ficam as minhas impressões sobre os vários candidatos que ontem discutiram estas eleições. Agora sim, a opinião que interessa.

  • Marcelo Rebelo de Sousa - Parece que ganhou. É verdade, quem diria? E com cerca de 60%. Nem vai haver segunda volta nem nada. E pelas declarações do CDS, aparentemente foi graças a eles que ganhou. Marcelo levou esta eleição com a leveza que o caracteriza, já com a noção absoluta que iria ganhar. Foi aos debates fazer a sua obrigação, nem sequer se dignou a fazer vídeos para o tempo de antena e, apenas para o final da campanha, decidiu fazer efectivamente alguma campanha, porque deve ter começado a ver que era melhor começar a dar alguns sinais de vida antes que a coisa corresse um bocado mal e fosse obrigado a ir a uma segunda volta. Marcelo tinha ido votar a Celorico de Basto, mas voltou para Lisboa para fazer o discurso de vitória. Ao chegar a casa, disse aos jornalistas para esperarem um bocadinho, porque ia comprar qualquer coisa para comer no take-away. Fez bem. Toda a gente sabe que "tu não és tu, quando tens fome". Depois, ao final da noite, lá fez a viagem de Cascais até à Faculdade de Direito para fazer o seu discurso. Foi a viagem mais longa alguma vez vista, sem trânsito, nesse percurso. Quase demorava mais do que a vinda desde Celorico. Parecia até que estava a fazer de taxistas de uns turistas no carro e a dar-lhes a tour por Lisboa. Já o discurso de vitória, não foi assim tão vitorioso como se esperaria, mas foi o adequado aos tempos em que vivemos.
  • Ana Gomes - Conseguiu o seu grande objectivo, ficar em 2º lugar. Com cerca de mais de 45000 votos no total do que André Ventura, Ana Gomes bem pode agradecer ao eleitores do distrito do Porto que lhe deram mais 50000 votos que a André Ventura. Não fossem eles e isto tinha corrido pior. Acabou a noite a queixar-se da falta de apoio do PS. Nunca é bom sinal quando se atira as culpas dos insucessos próprios para cima dos outros.
  • André Ventura - Vai demitir-se! Iei. Mas vai recandidatar-se! Ohhh. Andou a noite toda ali taco a taco com Ana Gomes na luta pelo segundo lugar, perdendo com um golo nos últimos minutos. Mesmo assim, pelo discurso de Rui Rio a lamber as botas Dr Martens e do discurso do próprio foram os grandes vencedores da noite. André Ventura considerou-se como o enviado de Deus. Se por um lado é compreensível, porque, quando toda uma campanha eleitoral é centrada na sua pessoa, é natural que pareça omnipresente. Por outro lado, ter apenas menos de 12% dos votos não me parece muito omnipotente. E muito menos omnisciente, porque assim saberia que ia ficar atrás de Ana Gomes. Um dos maiores pontos positivos de André Ventura não ter sido eleito Presidente da República é a poupança em segurança que se vai fazer. Se ele já anda com vários agora, imaginem a quantidade de seguranças que teria se fosse eleito. Era mais um rombo no orçamento.
  • João Ferreira - Quando João Ferreira se casou, o padre perguntou-lhe aquela lenga-lenga toda do prometer amar e respeitar a esposa e etc e tal. João Ferreira respondeu que jurava defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa. Nestas eleições, conseguiu basicamente segurar o eleitorado comunista. É o possível agora.
  • Marisa Matias - Ir lutar com um inimigo, no terreno e nas condições do inimigo, ou se é muito bom ou então é meio caminho andado para perder. Para Marisa Matias foi este o segundo caso. Marisa Matias teve uma campanha fraca, que raramente se conseguiu diferenciar de Ana Gomes e, como tal, tornou-se uma candidatura redundante.
  • Tiago Mayan Gonçalves - Inicialmente previa-se que fosse ter uma campanha completamente desastrosa, mas foi sempre em crescendo. Acabou a noite todo suado, provavelmente por ter andado a correr atrás do Tino de Rans até o conseguir mesmo sobre a meta. Não tendo feito um resultado escandaloso, também é estranho vir cantar vitória por ser o último dos candidatos com apoio de partidos com assento parlamentar. É poucochinho.
  • Vitorino Silva - Sendo constantemente desprezado pelas principais canais generalistas, o grande Tino fez a campanha certa. Foi para casa, doou sangue, conseguiu uma máquina de ressonância magnética para o hospital de Penafiel, surpreendeu nos debates. A única coisa que pedia em troca era ter mais 1 voto que há cinco anos. Infelizmente, não o conseguiu. Sinto que falhámos enquanto povo, quando não conseguimos sequer dar 5% a um bom homem que luta pelos seus sonhos. É verdade também que isto não é de estranhar. Se há algo que o tuga normalmente não gosta é de ver um dos seus a ter destaque. Olhar para alguém que podia ser o nosso vizinho, o nosso tio, o primo da aldeia, a tentar chegar a algum lado pelo seu esforço, faz-nos sentir inferiores por não conseguirmos fazer o mesmo e isso é inaceitável. A única parte positiva é que se conseguir manter a votação que teve no Porto, daqui a dois anos, nas legislativas, talvez tenhamos Tino de Rans na Assembleia da República. Era importante ter a voz de alguém lá que tivesse a noção de alguns dos problemas que acontecem acima do Tejo. Talvez assim percebam o porquê de outras forças mais ocultas estarem a crescer.

Em honra ao Tino, quero terminar este texto com uma parábola do que tenho assistido nos últimos anos e, em particular, após a noite de ontem. Parece haver muitas pessoas que vêem uma mancha de humidade a crescer constantemente numa divisão da sua casa e simplesmente deixam de ir a essa divisão. Se não virem as causas do problema, então é sinal que não há problema. Só se queixam que começa a vir um cheiro a mofo, mas depois ficam surpreendidas por essa mancha ir ficando cheia de bolor, até ficar completamente podre e se ir alastrando cada vez mais. Se não se arranjar o que está a causar a humidade, pode-se fazer muita coisa, mas a humidade vai voltar sempre a aparecer.

Dia de reflexão

Reflexão

Hoje é o dia de reflexão, dia fundamental em qualquer eleição que permite a todos os cidadãos decidirem em consciência e à vontade para o dia de eleição.

Milhares de eleitores que tiveram de proceder ao voto antecipado viram-se expurgados deste dia tão precioso na nossa democracia. Digo até que todos esses votos deveriam ser considerados nulos. Parece-me claro que todos esses votos ficaram condicionados por não terem direito ao dia de reflexão. Todos eles estavam a votar e ao mesmo tempo a receber informação sobre as campanhas políticas. Nenhum cidadão consegue votar em consciência sem um dia para poder digerir tudo o que leu, ouviu e viu nas últimas semanas. Hoje sim, é o dia em que todas as pessoas decidem o seu voto.

Curiosamente, hoje até está um excelente dia para isso. Chuva e confinamento. Vão ser ali 24 horas a reflectir com toda a força. Do meu lado, como não posso fazer campanha, só me resta desejar a todos que pensem bem durante o dia de hoje e, amanhã, quando colocarem a cruzinha no boletim de voto, não se metam em aventuras e façam-no com tino.

O novo milagre português

No início da pandemia, toda a gente falava da nossa incrível capacidade de combate à COVID-19. O tão aclamado "milagre português". Agora, com os números de infectados e mortos a subirem, toda a gente pergunta onde é que está o milagre.

Não se enganem, nós continuamos a ter um milagre. O novo milagre português está aí, só que é diferente. Desta vez temos o milagre da transformação de pulmões em ventiladores e da multiplicação dos caixões. Sabem, os milagres não são sempre todos iguais.

Trauma de infância

Trauma de infância que os homens de uma maneira geral ainda não conseguiram superar: num supermercado, enquanto a namorada/mulher/mãe vai ver outras coisas, ficar à espera da vez na fila, sozinho, para a caixa ou do número para ser atendido na charcutaria/talho/peixaria quando não se sabe o que é para comprar.

É ver a fila a diminuir ou os números a passarem e o elemento feminino a não aparecer para nos salvar. Começam a vir os suores frios. Começam a aparecer os tremores. "Só falta uma pessoa... O que eu vou fazer agora?". Um horror.

As Janeiras

Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras

Pam-pararan-ri-ri
Pam-pararan-ri-ri
Pam, pam, pam, pam
Pam-pararan-ri-ri
Pam-pararan-ri-ri
Pam, pam, pam, pam

Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas

Pam-pararan-ri-ri
Pam-pararan-ri-ri
Pam, pam, pam, pam
Pam-pararan-ri-ri
Pam-pararan-ri-ri
Pam, pam, pam, pam

As Janeiras. Uma canção que tem todo o aspecto de ter sido escrita por um homem que andou de quintal em quintal a violar mulheres.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2008
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2007
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2006
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2005
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D