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Urso Tobias

Tobias, or not Tobias, that is the question. Divagações de um urso.

Urso Tobias

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Fim do Tabu

Bruno-Nogueira TABU

Terminou este Sábado a primeira temporada do programa do Bruno Nogueira, Tabu. Para quem não sabe no que consistia o programa era basicamente o seguinte. Todos os episódios tinham um tema (deficiências físicas, doenças terminais, obesidade, dependências e doenças mentais) normalmente considerado tabu ou ofensivo fazer humor, o Bruno Nogueira passava uma semana com os seus convidados para conhecer as suas histórias e no final fazia um espectáculo de stand-up sobre esse tema.

Ainda antes do programa ser transmitido eu achava que ira ser o melhor programa da televisão portuguesa dos últimos 5 ou 10 anos, pelo menos. Não me enganei.

Primeiro, teve o grande mérito de ter excelentes convidados, com histórias ricas, grande sensibilidade e capacidade de brincarem com as suas situações.

Depois, teve um Bruno Nogueira em alto nível, com capacidade de ouvir, envolver-se com os convidados e, ainda assim, não ficar receoso de fazer humor mais agressivo no espectáculo de stand-up. Isto demonstrou um respeito por si e pelo seu trabalho, mas especialmente pelos seus convidados ao não descriminá-los, indo por um humor que não é o seu.

Este programa foi a prova que fazer humor com assuntos mais sensíveis não quer dizer que não se tem empatia por quem sofre com esses problemas. Antes pelo contrário, muitas vezes quem faz humor nesse sentido é quem tem mais empatia e respeito ao tentar incluir todos.

Era bom que o mesmo tivesse servido para alguma, nem que fosse pouca, mudança de mentalidades, mas duvido muito. Basta ver muitas das opiniões de quem achou justificado o que se passou entre o Will Smith e o Chris Rock nos Oscars.

Um traço comum que se nota em quem acha aceitável o que o Will Smith fez é a vontade de silenciar o outro quando diz algo que não se gosta. O motivo da piada ou até o facto de ser uma piada é totalmente secundário, porque podia ser outra coisa qualquer e seria igual. É a incapacidade em ouvir algo não se gosta.

E isso existe também em muita gente que gostou do programa do Bruno Nogueira. Um certa hipocrisia ao atribuir genialidade ao Bruno por fazer piadas com assuntos tabu porque é um humorista que se gosta e já tem um certo status quo, mas depois voltar a chamar de bestas e afins a outros que fazem o mesmo simplesmente por não se gostar do trabalho ou não conhecer a pessoa.

As pessoas estão no seu direito para não gostar de determinadas piadas. São até livres para as acharem ofensivas para si. Daí até se colocarem intenções no outro ou tentar censurar o seu trabalho já vai um longo caminho.

Ajuda internacional

nossa-senhora-de-fatima

A Ucrânia, por intermédio do seu presidente Volodymyr Zelensky, tem pedido a ajuda internacional para lutar contra a Rússia.

Os países ouviram e já começaram a enviar de acordo com as suas possibilidades:

EUA - Mísseis terra-ar

Reino Unido - Armas

Alemanha - Equipamentos

Portugal - Imagem nº13 da Virgem Peregrina de Fátima

Eu não quero ser desagradével, mas ao menos podiam ser mais solidários e ter enviado uma das imagens top 5, só para demostrar um bocadinho de empenho nesta ajuda. Mas pronto, cada um dá o que tem ou o que pode.

A guerra está ao rublo

Zelensky

Faz uma semana que a Rússia reconheceu unilateralmente a independência das Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk e com isso iniciou-se a invasão da Ucrânia.

Em resposta Joe Biden ia-se preparar para também reconhecer a independência da Chechénia, pensando que se estava a falar dele próprio, mas os seus consultores conseguiram-no impedir a tempo de que tal acontecesse.

Podem dizer o que quiserem, mas a mim ninguém tira da ideia que esta invasão está relacionada com a ida do Jair Bolsonaro à Rússia. Ele deve ter dado uma camisola da selecção brasileira ao Putin e ele pensou que se tratava de uma da Ucrânia e que aquilo era tudo uma provocação. É o que eu acho.

Mal começou a invasão julgo que todos nós pensámos mais ou menos o mesmo - vem aí a III Guerra Mundial. Era bom saber qual a distância que temos de estar para sobrevivermos a uma bomba nuclear. Se cair até Madrid estamos bem? Bem, mas temos de ver as coisas com um lado positivo, uma Guerra Mundial é má agora, mas, se sobrevivermos ao Inverno Nuclear, vai dar excelentes filmes no futuro.

O Putin decidiu retomar as reconquistas do que foi o Império Russo e a União Soviética. Então agora não dizem todos que o Mundo não tem fronteiras e tal? Bem, foi isso que o Putin também decidiu levar muito a sério. Bem que podia ter começado pelo Alasca e deixava a Europa em paz, é a minha opinião. É que isto começa na Ucrânia, mas desenganem-se quem pensa que ele ficaria por aí. Iam ver quando ele decidisse recuperar o Alentejo e a Margem Sul... Almada era logo a primeira.

Ora, esta conversa leva-nos à forma como determinados partidos se colocaram em todo este processo. Falo mais em concreto do Bloco de Esquerda e do PCP.
O BE teve ali uma posição que saltou entre a crítica à NATO e aos EUA para ir na onda da crítica à Rússia, assim que houve a invasão e a grande maioria das pessoas se colocou do lado da Ucrânia. Mas mais vale tarde do que nunca.

Já o PCP... O PCP começou com uma desculpabilização da invasão russa e passou para um full All Lives Matter nesta questão da Rússia e Ucrânia. Ora, ninguém quer ouvir isso quando um país está a ser invadido. Pior, alguns membros do PCP tiveram umas declarações mesmo rasteirinhas para momentos como este. Isto está de tal forma que eu já nem sei se eles estão mesmo a falar a sério nesta questão ou se é para o meme comunista. Por vezes é surreal. Parece que a Ucrânia é que tem de parar com este acto de agressão e confrontação com a Rússia que consiste em estar a levar com bombas.

Entretanto, durante esta semana, todo este conflito teve diversos desenvolvimentos. Inicialmente pensou-se que a Rússia ia limpar a Ucrânia em dois ou três dias, portanto a União Europeia não quis meter-se muito com medo que lhe cortassem o gás. Mais uma vez o gás no centro da questão numa guerra na Europa.

Acho que um dos motivos que mais impressionou neste conflito foi o facto de ser um dos poucos em que se vê um Presidente e o próprio povo a pedirem ajuda e ter ficado tudo parado a olhar à espera de um fim que todos já sabemos qual seria.

Feliz e heroicamente tal não ocorreu e os ucranianos têm conseguido resistir liderados pelo seu Presidente, Volodymyr Zelensky. Foi o nascer de um símbolo. Se por milagre o Zelensky conseguir aguentar-se a si e à Ucrânia emergirá dessa guerra simultaneamente como o maior líder e influenciador de mídia social do mundo. Um verdadeiro Churchill ucraniano. E nota-se bem que o homem era comediante, tal as punchlines que ele manda.

A luta é aqui; eu preciso de munições, não de uma boleia.

Muitos líderes, em condições semelhantes, já se tinham posto na alheta. O Zelensky tem uma coragem fora do normal para o que vemos dos políticos em todo o Mundo. Por outro lado, eu acho que ele talvez ainda não tenha saído de Kiev, porque não se consegue mexer devido ao tamanho enorme dos seus tomates.

A opinião pública começou a ficar ligada no que se passava na Ucrânia e isso começou a reflectir-se nas acções que os Governos e instituições começaram a tomar. Começámos a ver vídeos e informações, uns verdadeiros outros falsos, que nos fez reagir.

Tivemos o caso dos 13 soldados ucranianos sozinhos numa ilha contra um navio de guerra russo e que o mandaram fo****.

Tivemos o piloto ucraniano que andava a destruir aviões russos e ficou conhecido como Ghost of Kiev.

Tivemos o caso do tanque russo que esmagou o carro civil com o condutor dentro, nos arredores de Kiev. Duvido que tenham preenchido a declaração amigável.

Tivemos o Ministério da Defesa da Ucrânia a pedir a civis que recebam o exército russo com cocktails. Os ucranianos são realmente um povo fantástico, em guerra e ainda assim preocupados em receber bem os invasores.

E muito, muito mais. Sem nunca se saber realmente a verdade, mas isso também não interessa muito. A história e o estoicismo ucraniano é tudo o que queremos consumir. A Ucrânia pode vir a perder a guerra no terreno, mas vai ganhar a guerra dos memes.

Enquanto isso, os dias iam passando e a Rússia a tentar fazer o cerco a Kiev, mas sem o conseguir. Se eles tentassem fazer um cerco a Lisboa ia ser um fartote de tanques apanhados pelos radares. Falíamos completamente a Rússia em multas.

A comunidade internacional decidiu intervir. Sanções e mais sanções e mais sanções e mais sanções. Já não se falava tanto em sansões desde o tempo do Antigo Testamento. Não percebi porque é que demoraram tanto tempo para aplicar a medida do SWIFT. A Taylor Swift não actuar mais na Rússia devia ser logo a primeira sanção aplicada. Neste momento eles têm tudo congelado. Estão a sentir o verdadeiro Inverno russo.

Muitos países já começaram a fornecer ajuda à Ucrânia. No caso de Portugal, nós vamos enviar armas, só precisamos saber onde elas estão primeiro. Tirando isso tudo perfeito. Lisboa também criou um centro de acolhimento para refugiados vindos da Ucrânia. Fernando Medina já se voluntariou para ser ele a tratar das fichas de inscrição. Sempre em duplicado, claro.

Portugal é tão à frente que, com vários anos de antecedência, até já ensinou as técnicas para os ucranianos poderem reconstruir o país depois da guerra. Por outro lado, as forças especiais russas que estão a invadir a Ucrânia são constituídas maioritariamente por elementos que vieram estagiar no SEF, portanto também temos alguma culpa no que se tem passado.

Este aumento do envolvimento internacional levou a que o Putin escalasse também o nível das ameaças.

Os principais líderes da NATO fizeram declarações ofensivas. Vou meter as armas nucleares em alerta, porque ofenderam os meus sentimentos.

O Putin é oficialmente um utilizador das redes sociais, mas com armas nucleares. Esta guerra esta definitivamente ao rublo.

A televisões também foram buscar todos os especialistas que conseguiram encontrar para comentar o que se vai passando. Acredito que alguns até seriam simplesmente frequentadores da discoteca Kremlin nos anos 90. Mas pronto, não interessa.

Eu tenho acompanhado maioritariamente as notícias pela SIC/SIC Notícias. Para mim, com o Nuno Rogeiro e o José Milhazes, têm os comentadores mais interessantes para ouvir nisto do conflito da Rússia com a Ucrânia. Notem que não digo os melhores. Mas estes são must see TV.

A comunicação social, em particular as televisões, já paravam era de utilizar vídeos das redes sociais como se fossem informação totalmente fidedigna sobre o que se passa na Ucrânia. Façam alguma verificação mínima antes, pelo menos.

Uma coisa que ninguém fala é como os emigrantes portugueses na Ucrânia vão repetir a votação para as eleições legislativas. Anda tudo preocupado com uma III Guerra Mundial e depois destes assuntos realmente importantes ninguém quer saber.

Queria só deixar um reconhecimento final aos russos que estão na Rússia a manifestar-se contra a guerra. É preciso muita coragem para tentar combater esta guerra por dentro, em particular lá, ainda para mais quando estamos todos do lado ucraniano e a deixá-los isolados.

Big Brother Desconhecidos

Big Brother Famosos

Venho hoje falar-vos um pouco do grande tema actual, a nova edição do Big Brother Famosos. O quê? Pensavam que era sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia? Nah, isso é coisa pouca. Big Brother Famosos é que é. Até houve um cessar-fogo das 23:30 às 3:00 (hora da Ucrânia) para as forças russas e ucranianas assistirem à estreia da nova edição, por isso já estão a ver como isto é grande.

A TVI esteve muita forte a apostar num "Big Brother Ainda Menos Conhecidos Do Que A Edição Anterior".

Eu estive a ver quem eram os concorrentes e imagino as pessoas que estavam a assistir ao programa a terem mais ou menos a mesma reacção que eu tive a ver quem eram cada um deles:

Marco Costa - Olha, o pasteleiro da Fátima Lopes!

La Vie de Marie - Quem?

Nuno Graciano - Tio Fascista Careca

Miguel Azevedo - Quem?

Bruna Gomes - Oi?

Daniel Kenedy - Gajo que falhou o Mundial 2002 por doping.

Mafalda Matos - Acho que já a vi algures, não sei bem onde. Talvez na televisão, talvez no supermercado aqui da rua. Não sei bem.

Vanessa Silva - Gaja que é chamada para fazer covers na TV.

Bernardo Sousa - Quem?

Pedro Pico - Quem?

Tanya - Quem?

Fernando Semedo - Quem?

Sara Aleixo - Pi, pi, pi. Parou! Parou! Parou!

Entrar no Big Brother Famosos normalmente é o nível mais baixo que alguém famoso pode atingir. No caso do Nuno Graciano foi subir um degrau, o que não deixa dizer muito sobre ele.

Por sua vez, diz muito sobre um Big Brother Famosos quando a pessoa mais conhecida dali, em Portugal, é o Nuno Graciano. Diz mesmo muito sobre o programa.

Justiça das Redes Sociais

Depois de uma publicação mais humorística sobre o multibanco ter ficado inoperacional, hoje vou arriscar-me num assunto mais sensível relacionado com esta notícia que saiu no Público.

Notícia

Esta é uma notícia que representa bem a capacidade da nossa comunicação social em querer inclinar logo o pensamento das pessoas a partir de títulos e pequenas descrições, bem como das pessoas no geral levarem-se por isso mesmo e tomarem juízos sobre o que se passou com base em menos caracteres do que os de um tweet.

Começa logo bem a misturar duas notícias numa só. A expulsão de um guarda pelo IMAI e a absolvição do mesmo num caso de violação de uma detida. Vamos então esquecer a primeira parte e focar apenas na segunda que é a que levanta indignação.

Lendo o que vem na descrição do artigo, é óbvio que uma pessoa ficaria completamente indignada. Um guarda viola uma detida nas instalações da GNR e um tribunal decide absolvê-lo assim do nada, porque se "trata da fraqueza humana"? Isto é uma vergonha.

No entanto, continuando a ler o artigo, vemos que não foi um, mas sim dois tribunais a fazer isso. Uma pessoa começa a desconfiar. Então o primeiro tribunal decide a favor dele, é imposto recurso e o Tribunal da Relação faz o mesmo? É estranho. É verdade que os tribunais muitas vezes cometem erros, mas logo dois tribunais diferentes? E assim num caso tão grave como o de uma violação?

É então que começa a descrição do que vem no acórdão. Uma testemunha diz que a mulher tinha "um vestido curto junto ao corpo". Mais uma vez, isto não é um motivo. Nem que a mulher tivesse totalmente nua isso serviria de atenuante para um acto vil destes. Qualquer mulher pode vestir o que bem quiser e tem o direito absoluto a não ser importunada.

Continuando a ler o artigo vem referido que o homem foi "sucessiva e reiteradamente provocado no intuito de praticar acto sexual com a mesma" e que quando foram ter relações sexuais ela deixou acontecer "sem reagir. E é neste ponto que eu deixo de ter certezas sobre o que se passou. Deixa de ser um caso tão preto e branco e começam a entrar as escalas de cinzento. Começa a ser difícil ter uma opinião formada sobre um caso tão grave apenas com base em trechos num artigo de jornal.

Agora, eu li o artigo, mas haverá certamente quem só tenha ficado pelo início e faça logo o seu veredicto. É que esta notícia tem todos os ingredientes para gerar indignação nas redes sociais. Pegar num título, imaginar a história toda e nunca se assumir que a decisão tomada por DOIS tribunais poderá ser a correcta ou ter um fundamento.

Retomando então ao título da notícia, este militar tem de ser expulso da GNR, parece-me óbvio. Pelos relatos está mais do que provado que o homem não tem condições para exercer o cargo face ao que fez. Daí a ser um violador... não sei. Não sei mesmo. Eu tenho dúvidas, mas a linha é tão ténue que é difícil saber. É difícil estar a condenar alguém com base em incertezas.

Como disse no início, eu sei que estou a arriscar aqui um bocado pegando num assunto como este, ainda mais sendo hoje o Dia Mundial da Justiça Social. É um caso de violação, logo, segundo as regras das redes sociais, o homem é automaticamente o culpado. Ninguém está disponível para dizer "não sei" ou dar o benefício da dúvida num caso sobre o qual não sabe nada e só se lê meia dúzia de coisas num jornal. Tudo é feito com base na imaginação sobre um acontecimento que pode ou não ter sido dessa forma e a comunicação social adora fomentar isso. Isto não é Justiça Social, é Justiça das Redes Sociais. É diferente.

Sem multibanco não reSIBS

Multibanco em baixo

A rede Multibanco esteve com falhas a nível nacional. A SIBS acabou o sprint, decidiu meter em produção o novo patch numa 6ª feira ao final do dia e lixou o multibanco todo.

Não estava a precisar comprar nada, mas por via das dúvidas fui ver quanto dinheiro tinha na carteira. Cinquenta e tal euros em numerário. Com o multibanco em baixo e com este dinheiro todo, senti-me um Elon Musk. Até a Mariana Mortágua devia estar preparar-se para fazer uma declaração contra mim a qualquer momento.

Ainda pensei aproveitar esta valorização momentânea do dinheiro físico e trocar uma nota de 20€ por um T2 em Lisboa. Não se sabia quando o multibanco iria voltar.

Felizmente parece que a SIBS já resolveu o problema e a rede multibanco normalizou após duas horas de falhas. Ainda bem que foi rápido, porque, como as coisas estavam a começar a ficar, já estava mesmo a ver a minha carteira prestes a ser nacionalizada pelo Governo.

Entre marido e mulher, a TVI não mete a colher

Are you not entertained?

Antes de mais vou deixar claro que não vejo o Big Brother Famosos e tudo o que vem a seguir é comentado com base no que foi aparecendo nas notícias e nas redes sociais. Sinceramente, isto não é para me fazer superior, porque acho que toda a gente deve assistir ao que quiser e ninguém tem nada a ver com isso. Estar a queixar-se do que vê, aí é diferente, mas já falarei disso mais adiante.

Pronto, como já devem ter percebido, vou então falar do que se passou no Big Brother Famosos, mais concretamente das acusações de violência doméstica que foram feitas ao relacionamento entre o Bruno de Carvalho e a Liliana.

Muitas figuras públicas vieram criticar o que se passava no programa e exigiam que algo fosse feito. Foi até feita uma queixa no Ministério Público pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género. A minha opinião sobre o que se passou é que aquela relação estava a tomar contornos bastantes tóxicos e um bocado tenebrosos por parte do Bruno de Carvalho e que a produção do programa deveria ter-lhe dado um toque para acabar com aqueles comportamentos. Diria que estávamos ali num estado pré-violência doméstica e, mesmo que não avançasse, não era bom o que estava a acontecer. Agora, dizer que o homem devia ir para a prisão pelo que se passou, como já li por aí, ainda vai um bocado.

A TVI colheu os frutos por ter colocado todo o programa nas costas do Bruno de Carvalho e ficou refém das audiências que ele proporcionava. Mas não se enganem, o canal adorou ser refém das audiências que as pessoas lhes deram enquanto se queixam constantemente do que lá acontecia. Fez-me bastante confusão ver pessoas a dizer "É totalmente deplorável a forma como a TVI e a Cristina Ferreira estão a aproveitar da relação da Liliana com o Bruno de Carvalho para ter audiências", pessoas essas que estão a ver aquilo e a dar audiências à TVI e à Cristina Ferreira.

Acho fofo só em pleno 2022 as pessoas descobrirem que a Cristina Ferreira só se preocupa com audiências. O que vai ser a seguir? Que o Daniel Oliveira não quer realmente saber o que dizem os olhos dos entrevistados?

A própria Cristina Ferreira veio a público dizer que a televisão não tinha de ser educativa, tinha apenas de entreter. Se por acaso fizesse os dois era apenas um bónus, mas não era isso a sua principal finalidade. Goste-se ou não, foi sincera no pensamento e vejo-me a concordar com ela. Não é um programa de entretenimento que tem de educar alguém.

No entanto, uma coisa é ser entretenimento outra é deixar que coisas incorrectas aconteçam num programa. Se alguém fosse violento para com outro a produção não faria nada? Se alguém fizesse avanços menos próprios para com outro a produção não faria nada?

O que nos leva à gala de ontem e aos comentários feitos pela Cristina Ferreira quando referiu que era isenta nas suas apreciações, que aquilo era uma coisa entre eles e que eles iriam resolver, porque o amor é a solução para tudo. Criou um novo ditado popular:

Entre marido e mulher, a TVI não mete a colher.

Mulheres deste país, já sabem, quando o vosso companheiro vos agredir, ameaçar, pressionar, controlar, não se preocupem, é porque vos ama e o amor é a solução para tudo. Se a Cristina Ferreira diz é porque é verdade. É aguentar. Isto, como todos sabemos, é uma mensagem muito perigosa.

A parte positiva é que estava lá Ana Garcia Martins, a Pipoca Mais Doce, para dizer todas as verdades. Só achei estranho depois de toda a indignação demonstrada não ter dito que iria abandonar o programa no finaldaquela gala... Alguém que foi tão incisiva a mostrar o desagrado com o que se passou, seria hipócrita em continuar a receber dinheiro de um programa que, segundo ela, compactuou e branqueou tais actos perpetrados por Bruno de Carvalho. Seria até um pouco cúmplice do que se passou, não?

Entretanto, o Bruno de Carvalho lá foi expulso da casa, o que não deixa de ser irónico, depois de tudo o que aconteceu, acabar por ser expulso logo na véspera do Dia dos Namorados. A passagem do Bruno de Carvalho pelo Big Brother foi semelhante à sua passagem pelo Sporting. Começou em grande, a surpreender pelos resultados, mas acabou em completa desgraça com a acusação de um crime. Para o bem de todos espero que o final também seja igual.

Para terminar a gala mesmo em grande, veio a notícia que a mãe do Jardel tinha falecido durante a tarde desse dia, mas que a família tinha preferido dar-lhe a notícia apenas após a gala. A produção, sabendo do que já tinha acontecido, vestiu-o de esfregão para fazer um jogo publicitário ao Fairy...

Com tudo o que se passou, só sei que não há Fairy suficiente que limpe a nojice que foi a gala do Big Brother de ontem.

A culpa é dos adeptos

Zaidu e Paulinho

Futebol Clube do Porto contra Sporting Clube de Portugal, o jogo da jornada e que poderia ser o jogo decisivo para o campeonato.

Desde cedo dava para perceber que o jogo não iria acabar 11 contra 11. Notou-se logo que o árbitro estava com extremas dificuldades em controlar o jogo e os jogadores de cada uma das equipas também decidiram fazer de tudo para lhe dificultar a tarefa com constantes simulações e pressões a cada lance.

Apesar de já estar mentalmente preparado para que o jogo não terminasse com todos os jogadores em campo, tudo o que se passou no final acaba sempre por ser surpreendente.

O conflito entre a Rússia e a Ucrânia não vai ser nada quando comparado com este final do Porto x Sporting. Como benfiquista, naquela confusão toda, só pedia que aquilo não terminasse sem o Otávio e o Nuno Santos à batatada um com o outro. Era a única coisa positiva que estava a ver poder sair dali.

A realidade é que, esquecendo as equipas em causa, é aquilo o futebol português. Futebol pouco, mas casos, casinhos e confusões (dentro e fora do campo) para dar e vender.

E podem vir com a conversa dos culpados serem os futebolistas, os treinadores ou os dirigentes, mas a verdade é só uma. Os verdadeiros responsáveis pelo que se vem passando nos futebol português são os adeptos. Enquanto existir uma maioria que admite qualquer tipo de comportamento condenável e os branqueia desde que o seu clube ganhe, nada vai mudar. É o que é. E isto em qualquer clube, nenhum é inocente nisto.

Se os adeptos fossem os primeiros a impor regras de civilidade e decência no clube, tudo o resto viria por arrasto. Os dirigentes já não se veriam como impunes a realizar acções de bastidores. Os treinadores optariam por tácticas com menos anti-jogo. Os jogadores não simulariam tanto nem entrariam em tantas picardias. Mas os adeptos querem é que o seu clube ganhe e não se importam a que custo.

Desde que estou no tráfico de droga já tenho uma alta vivenda com piscina e carros de alta cilindrada.

Basicamente é este o pensamento dos adeptos dos clubes quando passado para o dia a dia. Tudo vale a pena desde que haja resultados. Tenho mais títulos que tu, toma, toma.

E depois adoram desculpar as acções erradas no seu clube com acções erradas nos outros clubes. Alguém acharia normal que se o carro que vai à minha frente passasse um sinal vermelho e atropelasse uma pessoa, eu que vinha atrás pudesse fazer o mesmo? Então porque é que acham normal os comportamentos errados no futebol? Infelizmente, não acredito que isto vá mudar num futuro próximo.

No entanto, para acabar esta crónica de forma positiva, quero que olhem para a imagem que escolhi para representar o jogo de ontem e a qual prefiro guardar do mesmo. Paulinho e Zaidu abraçados enquanto a confusão se desenrola ao fundo. É isto que devia ser o futebol e o desporto no geral. Competição, mas também respeito entre pessoas.

Jornalismo espectáculo

Não sei se já escrevi aqui sobre isto, mas, a forma como a comunicação social no geral e a CMTV em particular estão a pegar neste caso do rapaz que supostamente queria fazer um ataque na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, fez-me voltar a pensar nesta situação.

Rezem para que nenhum familiar vosso faça porcaria digna de ficar no radar da CMTV. É que eles vão acabar por investigar a família toda e descobrir tudo e mais alguma coisa sobre vocês, relacionando com o que se passou, apesar de não ter minimamente a ver com o caso.

Vão descobrir aquela vez em que roubaram duas pastilhas na mercearia do bairro. Vão descobrir que levaram cábulas para o teste de História. Vão descobrir daquela multa por excesso de velocidade. Vão descobrir daquela altura que não foram visitar os vossos avós.

Isto tudo para chegarem à conclusão que não são uma família normal e o quer que tenha acontecido já era esperado vir a acontecer. A rapidez com que se envia toda uma família para a lama é absurda. É este o tipo de jornalismo nojento e pouco ético que temos actualmente, um jornalismo espectáculo.

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